domingo, 31 de março de 2013

Violência contra homossexuais


Pense bem antes de abraçar um termo de pura insalubridade e falta de informação. pense bem antes de usar a palavra "ditadura" gay. 

 O Brasil sempre foi um lugar violento. Ainda mais quando se trata de um lugar onde o violento é sempre o outro. Nem mesmo um bom samba e um bom futebol é capaz de mascarar essa verdade.

Em 1997, o sociólogo baiano e fundador do Grupo Gay da Bahia, divulgou um triste relatório sobre a situação dos homossexuais no Brasil. Este trabalho, para nossa vergonha, teve repercussão internacional e revelou o Brasil como o país que mais desrespeita os direitos dos homossexuais em todo o mundo. Segundo Luiz Mott, a cada três dias, pelo menos um gay, travesti ou lésbica é brutalmente assassinado no país. Como não existe qualquer estatística oficial, os dados apresentados pelo GGB são a única fonte de informação capaz de nos fazer encarar esta realidade de frente: o Brasil é o campeão mundial de assassinatos de homossexuais. De acordo com as estatísticas do GGB, nos últimos 20 anos foram assassinados 1661 homossexuais, com uma média de 80 homossexuais por cada ano da década de 80, subindo esta estatística para 120 por cada ano da década de 90. Em dados mais recentes, levantados pelo Grupo Gay da Bahia, foram 116 assassinatos de homossexuais, só em 1998, dos quais 73 eram gays, 36 eram travestis e 07 eram lésbicas. Os travestis são, segundo o relatório, o grupo mais visado e vulnerável. O número total de travestis no Brasil está abaixo dos 10.000 indivíduos, ainda que gays e lésbicas excedam 15 milhões, 10% da população total. A maioria dos homens homossexuais foram assassinados dentro de suas próprias casas e apartamentos, enquanto que os travestis são mortos, principalmente, nas ruas. Muitos destes crimes são cometidos com requintes de crueldade, principalmente facadas, estrangulamento e tortura do indivíduo.



Por Claudio Castoriadis

sexta-feira, 29 de março de 2013

Desde que eclodiu a internet, muitas coisas boas foram possíveis assim como coisas sádicas se tornaram constantes nesse meio.




Gosto de observar bem as pessoas, a forma como as mesmas se mostram cada dia mais estranhas umas para outras. Não é de hoje que todos se pertencem a quem não se pertence. Quem me conhece, sabe de onde resgato minhas “palavrinhas” ou terminologia.

Esses dias andei pensando sobre o mundo das redes sociais. Negar o mesmo como um imenso caldeirão entrópico de ideias é um absurdo. Aqui é tudo diferente. Um tipo de lupa sobre o real? Sendo que no mundo virtual não existe controle nem economia de ideias.

Eu diria que somos “politicamente incorreto” quando tentamos ser corretos. E “Humanos demasiados” quando estraçalhamos um comportamento ético. Enfim, é muito diferente de tudo o que houve antes.

Pessoalmente, de forma bem peculiar, creio que desde que eclodiu a internet, muitas coisas boas foram possíveis assim como coisas sádicas se tornaram constantes nesse meio. Eu sou muito objetivo, sou deveras prático. Leio, vejo, posto algo semelhante ao meu gosto em respeito com os meus próximos. Tento ser  razoável com as ideias divergentes das minhas. Em relação as ideias diferentes ou estranhas eu sempre alerto para pessoas: muito cuidado quando for expressar sua ideia em público, pense bem antes. Não seja injusto com seu próximo. A recusa do diálogo e o uso de palavras intimidatórias já revelam uma postura “intolerante”, totalitária. Dito de outro modo, um tipo de fascismo. E outra, seja responsável pelo seu conhecimento. Uma coisa é criticar uma situação política outra bem diferente é denegrir a imagem de uma pessoa. É muito importante saber separar pessoas desinformadas  e aqueles que desinformam. Se os "desinformados" têm uma parcela de culpa em algo que você julga errado, sim, de um certo modo. Porém, é mais preciso atacar o formador de opinião, aquele que sabe bem o quer está fazendo.

Enquanto pessoas estão se massacrando, cegos guiando cegos, propagando o ódio sem medida. Eles, as elites, estão lá, tranquilos rindo dos seus feitos e conquistas. Um torturador não deseja apenas matar, ele goza com a dor, ele ama a morte chegando aos poucos em suas vítimas. Democracia, hoje em dia, pode até ser tudo que as pessoas falam, qualquer coisa. Mas, não se configura no contato com a  indiferença declarada.

Quando for postar algo, nem que seja por postar, apenas para provocar. Pensa na dignidade humana que é um valor intrínseco ao ser humano que vai além de espaço virtual. Pensa de forma honesta no direito constitucional a ser respeitado e um direito humano que tem como pressuposto o fato de que, por sermos humanos,  todas as pessoas devem ser tratadas com igual respeito.

Parafraseado o poeta Fernando pessoa : pense como quem pensa de verdade, não apenas como quem respira. Muito cuidado para não integrar um show de horrores. Quem ganha com a desordem democrática são aqueles que pregam uma ideologia da competência que institui a divisão social entre os competentes, que sabem e por isso mandam, e os incompetentes, que não sabem e por isso obedecem.



Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

"Fake Plastic Trees" A propaganda "Carlinhos" "Down. A pior síndrome é a do preconceito"




Alguém lembra de um comercial que certamente apresentou uma banda britânica para muitos brasileiros? Se bem que ainda tem gente que nem faça ideia de quem sejam. Se você pensou na banda Radiohead parabéns, teve a oportunidade de ter visto uma propaganda  que se tornou um marco em nosso País.

Não posso ser injusto com a genialiade de uma das melhores bandas do mundo ao afirmar que o comercial foi o grande responsável pelo sucesso do Radiohead no Brasil, pois sabemos que não é verdade. E lembrando, a banda já tinha lançado três discos.

Eu chorei, chorava toda vez que a mesma passava e ainda hoje seguro minhas lágrimas. Para quem não sabe a propaganda "Carlinhos", como ficou marcada o comercial institucional da Fundação Síndrome de Down, ganhou uma proporção linda, poética. Tornou-se popular na década de 90 e é lembrada até hoje pela suavidade com que tratou o tema: "Down. A pior síndrome é a do preconceito". Criada pela agência DM9DDB em 1998, o filme tinha a música "Fake Plastic Trees", do banda britânica Radiohead, como trilha sonora.

O mérito do comercial se encontra na maneira como agregou em uma só ideia uma multipliciades de sentimentos, é emocionante. A música foi doada pela banda.

Ainda não conhecia? Eis a obra: conheça a história do Carlinhos juntamente com a música “Fake Plastic Trees”




Por Claudio Castoriadis

segunda-feira, 25 de março de 2013

Se os Tubarões Fossem Homens: texto ontológico do dramaturgo, poeta Bertolt Brecht.



Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista. E denunciaria imediatamente os tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações 


Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentís com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não moressem antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos. 

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói. 

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na frente, entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos. Também haveria uma religião ali. 

Se os tubarões fossem homens, eles ensinariam essa religião. E só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante. Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens. 

Veja também um vídeo com essa épica reflexão



Fonte

Bertolt Brecht em "Histórias do sr. Keuner" - Editora34, p.53



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sexta-feira, 22 de março de 2013

Iraque e Bagdá: dez anos depois /14 mar 2013/


por Sami Ramadani | Guardian do Reino Unido | 14 mar 2013

Sempre foi doloroso para mim escrever sobre o Iraque e Bagdá , a terra do meu nascimento e da cidade de minha infância. Eles dizem que o tempo é um grande curador, mas, juntamente com a maioria dos iraquianos, eu sinto a dor ainda mais profundamente hoje. 

Mas desta vez as lágrimas para o que já aconteceu são misturadas com um medo paralisante que o pior ainda está por vir: uma guerra total civil. Dez anos depois do choque e pavor de Bush de 2003 e de guerra Blair - que se seguiu 13 anos de sanções homicidas, e 35 anos de ditadura Saddamist - minha terra atormentada, uma vez berço da civilização, está olhando para o abismo.

Forte intervenção imperialista e ditatorial, em conjunto, foram responsáveis ​​pela morte de mais de um milhão de pessoas desde 1991. E ainda, de acordo com ambos, Tony Blair, e o ex-secretário de Estado EUA Madeleine Albright, o "preço vale a pena". Blair, a quem a maioria dos iraquianos consideram como um criminoso de guerra , é dado tratamento VIP por uma mídia culpável. Iraquianos escutam com descrença quando ele diz: "Eu sinto a responsabilidade, mas não arrependimento por retirar Saddam Hussein." (Como se Saddam e seus capangas foram simplesmente levados, deixando o povo a construir um Estado democrático). Ele irrita-nos, ver Blair construir um império de negócios, aproveitando seu papel em acumular crânios mais iraquianos do que Saddam.

Como um exilado, eu estava dolorosamente ciente dos crimes de Saddam, o que para mim começou com o desaparecimento da faculdade de medicina de Bagdá do meu amigo de escola querida, Hazim. O povo iraquiano está plenamente consciente, também, de que Saddam cometeu todos os seus crimes mais importantes, embora um aliado de potências ocidentais. Na véspera da invasão de 2003 eu escrevi isso para o Guardian : "No Iraque, o passado dos EUA fala por si: é apoia o partido de Saddam, o Baath, para conquistar o poder, em 1963, assassinando milhares de socialistas, comunistas e democratas; que apoiou o partido Ba'ath em 1968, quando Saddam foi instalado como vice-presidente, que o ajudou e o xá do Irã em 1975, para esmagar o movimento nacionalista curdo, que aumentou o seu apoio a Saddam em 1979 ... ajudando-o a lançar sua guerra de agressão contra o Irã em 1980, que o apoiou durante os terríveis oito anos de guerra (1980 a 1988), em que um milhão de iranianos e iraquianos foram abatidos, no pleno conhecimento de que ele estava usando armas químicas e gaseamento curdos e árabes dos pântanos, que incentivou-o em 1990 para invadir o Kuwait ..., que o apoiou em 1991, quando Bush [pai] de repente parou a guerra, exatamente 24 horas após o início do levante de março grande que tomou conta do Curdistão iraquiano sul e ..., e ela apoiou-o como o 'mal menor' de março de 1991 a 11 de setembro de 2001, sob a égide de sanções assassinas e a política de "contenção". "

Mas quando ele não estava mais em seus interesses para apoiá-lo, os EUA e o Reino Unido no Iraque afogado em sangue. Que a guerra ainda não foi expedido para a história - não para o povo do Iraque ou da região.

A gente nem sequer contamos os mortos, muito menos os feridos, deslocados e traumatizados, milhares ainda estão desaparecidos. Dos mais de 4 milhões de refugiados , pelo menos um milhão ainda estão para voltar para sua terra natal, e há ainda a cerca de um milhão de refugiados internos. Em uma base quase diária, explosões e tiroteios continuam a matar os inocentes.

Os EUA eo Reino Unido ainda se recusam a aceitar as consequências prejudiciais das radioativas munições de urânio empobrecido , e o EUA nega que usou armas químicas em Fallujah - mas qualquer iraquiano ver a evidência: o meio ambiente envenenado, o câncer e deformidades . Falta de energia elétrica, água limpa e outros serviços essenciais continua a bater milhões de pessoas pobres e desempregados, em um dos países mais ricos do planeta. Mulheres e crianças pagam o preço mais alto. Direitos das mulheres, e dos direitos humanos em geral, são diariamente suprimidos.

E o que dizer da democracia, supostamente o ponto de tudo isso? As autoridades norte-americanas de ocupação nutria um "processo político" e de uma constituição destinada a semear a discórdia étnica. Tendo falhado a esmagar a resistência à ocupação direta, eles recorreram a dividir para reinar, para manter a sua posição no Iraque. Usando tortura, esquadrões da morte e milhares de milhões de dólares , a ocupação foi bem-sucedido no enfraquecimento do tecido social e elevando uma classe dominante corrupta que fica mais rico a cada dia, salivando com a possibilidade de adquirir uma fatia maior dos recursos naturais do Iraque, que são na sua maioria hipotecados a empresas petrolíferas estrangeiras e empresas de construção.

Combatentes, seja aliado ou temendo a influência dos EUA, dominam as disfuncionais e corruptas instituições estatais iraquianas, mas a embaixada dos EUA em Bagdá - a maior do mundo - ainda dá as ordens. O Iraque não é realmente um Estado soberano, definhando sob o punitiva do Capítulo VII da Carta da ONU .

Ironias políticas abundam. Temos um chamado governo xiita controlado, mas a maioria da população xiita do Iraque permanecem os mais pobres de todos. E nós temos um Curdistão iraquiano, que é um estado separado no nome, mas todos. O governo regional do Curdistão está em aliança com os EUA e a Turquia, um opressor implacável do povo curdo. Ele também tem ligações cada vez mais a Israel (que se esforça para negar).

Enquanto isso, o conflito sobre o petróleo e o território está agravando as relações entre o centro e o governo do Curdistão.A ira popular contra a corrupção e violações dos direitos humanos está crescendo; há semanas, tivemos grandes protestos no oeste do país.

Para adicionar a tensão aumentou no país, a guerra na Síria está ameaçando criar um conflito regional mais amplo, com o Iraque e Líbano alargando o âmbito da guerra. A região norte-ocidental das fronteiras do Iraque Síria e é onde o general Petraeus financiou os Sahwa "despertar" as milícias , a fim de esmagar a resistência na região. Al-Qaeda do tipo terroristas também são ativos na área. Eles são aliados naturais do terrorista Frente al-Nusra da Síria. O facto de aliança entre os EUA, Turquia, Israel e os militantes que apareceu na Síria está sendo espelhado no Iraque, com o ingrediente adicional de restos Saddamist. Pragmatismo EUA não tem limites!

Estas são apenas algumas das ramificações da guerra liderada pelos EUA no Iraque. Foi um desastre total, com dimensões genocidas para o povo iraquiano, e continua a alimentar os conflitos e discórdias na região.

Era uma vez uma força democrática forte unificada no Iraque, mas isso foi esmagado pelo golpe de Estado baathista apoiado pela CIA, de 1963, e do regime de Saddam. O ressurgimento de tal força é agora a esperança do povo iraquiano só. Sem isso, como é que vamos contar e lamentar as milhões de vítimas inocentes, curar as feridas, e então, finalmente, construir um amanhã melhor, mais pacífico?

As perspectivas imediatas são assustadoras, mas quando lembro da imagem de uma criança valente, iraquiana, que a vi em Bagdá em julho de 2003, ela estava gritando com raiva, agitando o punho fechado de desafio em um soldado dos EUA, cuja metralhadora foi ameaçadoramente apontada para ela. Com esse espírito livre, e com a solidariedade entre as pessoas, certamente teremos uma sociedade democrática, Iraque livre, forte e próspera.

Este artigo foi publicado originalmente no Reino Unido Guardian. 




Fonte

 http://www.guardian.co.uk/
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

quinta-feira, 21 de março de 2013

Vários protestos nas ruas contra a visita de Barack Obama agendada para esta quinta-feira: o sonho americano, "democracia para todos", se converteu em um novo“apartheid”


Pelo visto os palestinos estão se mostrando fieis na luta pela liberdade. Não adianta maquiar, explicar, ou justificar. Todo o sangue derramado ainda grita nos territórios delimitados aos palestinos. Uma prova disso? houve vários protestos nas ruas contra a visita de Barack Obama, agendada para esta quinta-feira. Ativistas palestinos ainda ergueram um acampamento de protesto na quarta-feira perto de onde Israel quer construir um novo assentamento na Cisjordânia ocupada, chamando a atenção para sua luta. O presidente Obama, claro, mediante os protestos disse que estava indo escutar e não traria uma nova iniciativa de paz.

O sonho americano, democracia para todos, se converteu em um novo“apartheid” na cidade. Isso é fato. Aqueles que não se calam, foram reivindicar na cidade de Hebron, Cisjordânia, ainda que em pouco numero, mascarados de  Marthin Luther King.

Obama tu não és benvindo à terra abençoada da palestina. Aqui somos todos palestinianos e estamos contra esta visita que só significa mais vergonha e humilhação para todos nós”, afirma um manifestante.

O palestinos não se deixaram levar pela tímida admissão como Estado pela Assembleia Geral.

Com isso o embaixador da palestina Ibrahim Alzeben entende que EUA e Israel ficam em situação política complicada, pois são eles que a partir de agora precisam mostrar que são Estados plenos. “Um país não pode ser membro pleno da comunidade internacional se nega o direito de outro. Será mais adequado para eles aceitarem o direito internacional, cuja consolidação continuamos esperando depois de 64 anos de luta”, diz.

O deputado Yahía Moussa, um dos líderes do movimento islâmico Hamas, disse à imprensa que a visita de Obama  não passa de “uma visita de cortesia à entidade israelense, que só serve aos interesses dos sionistas".






Fonte



Para Rimbaud

Poeta maldito, feio, cáustico - doente. Não acredito em palavras, esta ou aquela virtude; entre outras: sutileza casuística. .

Somente aquele que vive, carrega consigo suas cinzas, desperta minha atenção e silêncio -novas erupções

Lento e flamejante; o vento toca minha pele desfigurando cada marca, amargura; doravante aspecto tosquiado

De onde vem a fome que ainda mitiga minhas feridas?

Sua vida, patética, articula ficção e realidade. Ninguém separa sua alma da sua essência medíocre, ninguém se volta para o encanto dos sedentos, mal vestidos, escarrados

Poeta- assim clamei, - pela eternidade corruptível  de porta em porta, repugnante suspirou e tomou alento. 

Como um abutre faminto devorando as vísceras de um inocente, eu me deixo levar pelo trágico do destino. Sua respiração, sua melancolia, sua vida, assim clama a felicidade do espírito; que relutante numa fossa de mentiras e crueldade desfigura a mais bela face reabsorvendo o pudor da arte, do insólito, da necessidade.




Por Claudio Castoriadis
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Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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