quinta-feira, 21 de março de 2013

Para Rimbaud

Poeta maldito, feio, cáustico - doente. Não acredito em palavras, esta ou aquela virtude; entre outras: sutileza casuística. .

Somente aquele que vive, carrega consigo suas cinzas, desperta minha atenção e silêncio -novas erupções

Lento e flamejante; o vento toca minha pele desfigurando cada marca, amargura; doravante aspecto tosquiado

De onde vem a fome que ainda mitiga minhas feridas?

Sua vida, patética, articula ficção e realidade. Ninguém separa sua alma da sua essência medíocre, ninguém se volta para o encanto dos sedentos, mal vestidos, escarrados

Poeta- assim clamei, - pela eternidade corruptível  de porta em porta, repugnante suspirou e tomou alento. 

Como um abutre faminto devorando as vísceras de um inocente, eu me deixo levar pelo trágico do destino. Sua respiração, sua melancolia, sua vida, assim clama a felicidade do espírito; que relutante numa fossa de mentiras e crueldade desfigura a mais bela face reabsorvendo o pudor da arte, do insólito, da necessidade.




Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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