segunda-feira, 1 de julho de 2013

Compaixão: algo atrelado na natureza humana.


Geralmente quando uma crueldade despenca em nosso meio ficamos estarrecidos, eu pelo menos sou assim. Cada pessoa tem sua maneira pessoal de lidar com algum ato de crueldade. Quem se diz humano demonstra sua essência quando sente aversão pelo ato. Para inflamar de vez essa tal essência temos os noticiários, muitos sensacionalistas, que nos apresentam com frequência casos e mais casos, martelando bruscamente nossos sentimentos.

Em casos como esse, como se fosse um assalto, somos tomados pela revolta, um tipo de angústia que não entendemos: "poxa vida, como alguém pode ser capaz de fazer algo desse tipo?" Doloroso, isso é indubitável. Vivemos em uma humanidade destinada ao nada? Totalmente desprovida de compaixão?

Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer a vida humana transcorre em meio à maldade, ao egoísmo, aos trabalhos e às dores. Porém, ele aponta a existência da compaixão como algo atrelado na natureza humana. Compaixão essa que sendo mensurada pode estimular a justiça e a caridade, as quais representam o alívio de muitos sofrimentos neste mesmo mundo de carências e misérias. Nesse caso uma pergunta se faz necessário aos brasileiros: onde você esconde sua compaixão? Em você? No outro? No seu banco? Na sua Classe Social?



Por Claudio Castoriadis 
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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