segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Julian Assange: quando a Google encontrou o mundo grande e mau, tornou-se grande e má




No seu artigo, publicado no The Stringer este sábado, Julian Assange menciona uma reunião que teve, em 2011, com Eric Schmidt, o então presidente da Google. O representante da empresa de internet visitou Assange em Londres, quando este se encontrava em prisão domiciliária.

O pretexto da visita era que o presidente da Google estava a escrever um livro, 'The New Digital Age' que, ao ser publicado, recebeu boas críticas por parte de vários políticos como Bill Clinton, Tony Blair ou Henry Kissinger.

Mas, segundo Assange, o interesse de Eric Schmidt, detentor de um capital de mais de 4500 milhões de euros, não eram as vendas, mas sim que Washington o encarasse como um parceiro e o ajudasse nos seus interesses geopolíticos. “Aliando-se aos EUA, a Google consolida assim a sua própria segurança, em detrimento de todos os competidores”, esclarece Assange.

A visita do presidente da Google, que se fez acompanhar pela sua namorada Lisa Shields, vice presidente de Comunicações da CFR – e que o Wikileaks veio a comprovar ser utilizada como canal de comunicação não oficial de Hillary Clinton -, Scott Malcolmson, ex-conselheiro sénior do Departamento de Estado, e Jared Cohen, ex assessor tanto de Hillary Clinton como de Condoleezza Rice, terá sido, na realidade, e segundo o fundador do Wikileaks, uma visita não oficial do Departamento de Estado dos EUA.

“Que a Google estava a receber dinheiro da NSA para facultar dados pessoais dos utilizadores não é surpresa. Quando a Google encontrou o mundo grande e mau, tornou-se grande e má”, remata Julian Assange. 

Fonte:  http://www.esquerda.net/

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