terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ainda que por outros motivos.


Por que superestimamos nosso próximo em detrimento de juízos estúpidos? Como se nosso pensamento fosse algo muito superior ao de alguém? Não seria por ventura nossa idiotice visivelmente estúpida? — Penso que sim. Errar não caracteriza uma estupidez. Escolhas e motivos diversos conduzem a um ato. Não temos um finalmente. A questão do chegar, se difere de concluir, parar, ser estático. Portanto: enquanto eu erro, demonstrarei com atos a construção da minha personalidade; se eu não mais errar, deixarei de ser movimento, não serei enquanto for. Eu sou, errando, seguirei praticando diversos atos, ainda que por outros motivos.




Por Claudio Castoriadis

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