sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conhecimento: mil e um fins



O ser cuja força de vida está nos braços da solidão, geralmente leva consigo sonhos, sentimentos joviais! Um universo se expande cada vez que seu pensamento desperta para o novo. É preciso ser como um mar para receber um rio de conhecimento, uma harmoniosa disposição para leitura, a busca constante entre o espírito e a linguagem. Como uma flecha, sente-se lançado, planando sobre o vento , feliz por essa fortuna: seguir um sentido! Um bom livro, um bom momento, assim partilha suas experiências.

Curiosidade, não foi precisamente com esse impulso que despertou? No mergulho do pensamento rúnico, migrou os sentimentos sedentos e intempestivos?  É preciso ter amado a solidão e a arte como a mãe e a nutriz – do conhecimento  De outro modo, não é possível se tornar sábio, ser uma música, que consiste em acordes sustentados pelo movimento melódico.

Vestíbulo não é fácil, sei disso! olhar além dessa realidade, crescer além dela; permanecendo sob o seu encanto, o manto da poesia, a prosa que não se perde, igualmente você deve familiarizar-se com você mesmo. Assim aprenderá, da maneira mais segura, aonde a humanidade futura não pode ou não deve retornar. E, ao desejar viver intensamente, com toda as forças, sua própria vida Transbordará o valor de instrumento e meio para o crescimento.

Reduza-se inteiramente em seu objetivo— sim, você tem um livro, um mundo, ideias, conceitos, um lar.

O seu olhar é forte o bastante para ver o retorno à natureza , à alegria, à virtude, na escuridão do vale, fatalidade para os românticos, porém, fonte de seu ser e de seus conhecimentos. Talvez muitos achem que uma vida como essa, com tal objetivo, seria árdua demais, despida de coisas agradáveis. Disso, apenas me compadeço, ainda não aprenderão que não há mel mais doce do que o da redenção, e que as nuvens de aflição que pairam acima lhe servirão de úberes, dos quais a vida há de extrair os fervores da natureza.

O ar é diferente quando se respira nessa atmosfera, tudo como eu qu'ria a, imagens, brandura, silêncio, queda d água, refrações, delírio, sombras, conceitos, coisas, frêmitos, desejo, — enfim:  um grito jubiloso... Tu que me lês, deixo  em soluços, prazeres divinais da mesma gota... eterna primavera — dourada nest’hora, nesse espaço e firmamento.




Por Claudio Castoriadis

Ilustração by Sophie Berdzenishvili

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