quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pedro juan Gutiérrez: Nova narrativa latino-americana.



Pedro juan Gutiérrez:  Nova narrativa latino-americana.


Assim como o escritor Julio Cortázar, que trabalha uma ideia aparentemente simples despertando uma exuberância constante de contos, o escritor cubano Pedro juan Gutiérrez, se valendo de uma grande flexibilidade de linguagem, incorpora um pluralismo  literário. Experiências afetivas, amores épicos e divergências sócias são referências que sustentam o universo imaginário do autor.

Sua poética histórica, bordada e temperada por uma escrita visceral, determina à importância da arte de narrar. Manipulando sua realidade imanente transfigurando as circunstâncias, Despeja uma nova realidade, a partir da realidade ''real''.

Obstinado, aos 14 anos lia de tudo: Truman Capote, Júlio Verne, Jean Paul Sartre entre outros autores consagrados nos meios intelectuais.  Autor de Trilogia suja de Havana, Animal Tropical e O Rei de Havana (todos publicados no Brasil pela Cia. das Letras), Gutiérrez mostra uma literatura não convencional. Sua filosofia? Dizer o máximo que pode, no menor espaço possível.

Afirma-se "mais contista, por definição”, reconhecido internacionalmente como um dos escritores mais talentosos da nova narrativa latino-americana. Curiosamente, reclama dos países, onde alguns de seus romances não são traduzidos, como “Rei de Havana”. "Não se atrevem a me publicar, são muito puritanos, ficam ofendidos com minhas histórias", diz o autor.

Sua obra narrativa foi publicada em 20 países, com um sucesso crescente de crítica e de público. É considerado por renomados críticos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha como um “escritor cult”, um mito em ascensão. 




Por Claudio Castoriadis

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