domingo, 27 de abril de 2014

Noel Rosa: Poeta da Vila, Filósofo do Samba


Noel de Medeiros Rosa, nascido e criado no bairro de Vila Isabel, subúrbio do Rio. ( Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — 4 de maio de 1937) Poeta da Vila, Filósofo do Samba o boêmio bom de prosa; foi um dos responsáveis pelo que hoje representa o samba para a arte brasileira. Poderia ter sido médico, mas preferiu ser sambista; certamente o primeiro compositor modernista da nossa música. Estudou em colégio tradicional, sua educação musical teve início na adolescência, quando aprendeu a tocar bandolim e violão com ajuda de familiares.

Encontramos na obra de Noel o retrato da sociedade Brasileira, o cenário é de intensificação de manifestações culturais e de rompimento com posições conservadoras. Lírico, de beleza acolhedora o malandro se torna boêmio e as letras se transformam em crônicas do Rio de Janeiro dos anos 20 e 30. Fazia a realidade social ser atravessada pela força lírica dos pequenos fatos. Muitas vezes, eram situações instantâneas, simples flagrantes do cotidiano.

Contemporâneo, atual, como se fosse ontem, suas provocações, seu samba mítico e narrativo se encontra em Chico, Caetano, Gil, João Nogueira, Nelson Cavaquinho, Cartola e tantos outros poetas.

Noel Rosa foi e continua autêntico como fonte cultural. "Um gênio. Uma pessoa extraordinária para a época. O que ele já sabia, para o seu tempo, era uma coisa extraordinária". Afirmou com autoridade Antônio Carlos Jobim.





Por Claudio Castoriadis 
Imagem: fonte web
Vídeo: fonte .youtube


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Prédios, torres e neuroses


Minha mente descasca o que desconheço. Qualquer derivado de arriscado, subproduto que não cola, não rola. Contato Imediato de terceiro grau, carona em noite esquisita, saco de bala perdida, carro bomba parcelado.

Prédios, torres, neuroses e buraco na camada de ozônio são fraturas expostas, esculturas de um planeta aflito; uma cama fumaçando pelas narinas do universo sem parada fixa ou delineador, fixando, fixa a dor esticando em expansão, adiante quebrando a barreira do som, rasgando partituras, claves, rugas, troncos, árvores, bosques, prados, o brado retumbante seguindo autenticando as horas, dias, o espaço, a velocidade da luz, mudanças, revelações, desdobramentos, acontecimentos, discrepâncias formatando a chama de uma vela reanimada pela mente que decola descolada na ferida inflamável.   


Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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