domingo, 3 de novembro de 2013

Memória guardada


Substantivo que se forma na curva e volta no mundo pautado. Uma lógica que provavelmente compartilhamos no buraco do abismo que falta planos, simetricamente esconderijo. Na órbita da roupa percorrendo da  ruga ao sistema nervoso um sopro da memória guardada

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Mudando de assunto, ainda em tempo, lembrei das pessoas, de tão maltratadas pelos outros se esquecem de como o mundo é maior que uma ideia, será que elas ainda conseguem pensar, criar coisas, sentir na companhia de si mesma, sem o olhar de outros? O rio continua, mesmo o barco estando parado. 

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Não adianta guardarmos nossos monstros no armário quando milhares se encontram embaixo da cama, desconhecidos, imprevisíveis. 



Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web
Ouvindo: Robert Francis

Parede vocabulário


Descanso para o cansaço. Talvez um cigarro? Não, o gosto que tenho me basta. Se bem que poderíamos discutir novamente trocentas e infinitas vezes gastando o tempo que não temos. Não, prefiro o dito pelo que foi dito, quem sabe o não dito faça mais sentido no que se formou uma parede vocabulário com vários sentidos. Digo, querendo dizer, o mundo que eu, guardei, possivelmente, provavelmente compartilhamos. Se tenho certeza? Faltou atenção? Fique mais um pouco. As coisas são assim, estranhas em constante mudança, desencanto de sentimentos. Concordo. Hoje o que antes nos atraíam enquanto ontem, não é mais o mesmo. Nem precisa, agora um mundo levo comigo, no bolso da roupa do corpo memoria guardado, simetricamente esconderijo. 


Por Claudio Castoriadis

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