segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Rascunho também faz história




O que faz um rascunho de pessoa buscar sua história na vida? Com tanta estupidez e porcalheira sendo derramada nesse lugar, (E)stado, que jura que ainda é nação, tenho cá minhas dúvidas: ainda é possível traçar uma história honesta em folhas brancas? Retórica anacrônica.



A mídia anda abusando tanto desse artifício. Um ataque de adjetivos e substantivos deformados ( em todos os formatos) pessoas enfeitando  vocabulários com algumas figurinhas de linguagem.



Um nível conveniente que adotei, o tratamento na 3ª pessoa, quando me refiro a mim mesmo como alguém. “Eu comigo mesmo”.... Quem fala algo deve ser responsável pelo que diz. Lembrando a provocação de um certo filósofo: Quem fala demais paga, quem continua fica devendo. Um rochedo onde finco minha cautela. Por isso, com uma simples -estratégica- mudança gramatical de personalidade sigo escrevendo na esperança de está imunizado contra quaisquer excesso que venha da minha pessoa.



Por falar em escrever, gosto da madrugada. Ela avança para muitos lados, caindo, decompondo nossas ideias em mil pedaços por quilômetro quadrado em apenas uma mente!!




Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

Tariq Ali : o objetivo da “guerra limitada” organizada pelos EUA






O objetivo da “guerra limitada” organizada pelos EUA e seus vassalos europeus é simples. O regime sírio estava lentamente restabelecendo seu controle sobre o país, contra a oposição armada pelo Ocidente e seus Estados tributários na região (Arábia Saudita e Qatar). Essa situação exigia correção. Nessa deprimente guerra civil, era preciso fortalecer militar e psicologicamente a oposição.


Desde quando Obama afirmou que as armas químicas era a “linha-limite”, era claro que elas seriam utilizadas. Cui prodest? como costumavam perguntar os romanos. Quem se beneficia? Claramente, não o regime sírio.



Há várias semanas, dois jornalistas do Le Monde já tinham descoberto as armas químicas. A questão é: de fato foram usadas, quem as lançou? O governo Obama e seus seguidores gostariam que acreditássemos no seguinte enredo: Assad permitiu que os inspetores de armas químicas da ONU entrassem na Síria; então, anunciou a chegada deles lançando um ataque de armas químicas contra mulheres e crianças, a mais ou menos 15 quilômetros do hotel onde estavam hospedados. Isso simplesmente não faz sentido. Quem, então, cometeu a atrocidade?



No Iraque, sabemos que foram os EUA a utilizar “fósforo branco” em Fallujah, em 2004 (não havia “linhas-limites” exceto aquelas traçadas no chão por sangue iraquiano). Portanto, a justificativa é tão turva quanto nas guerras anteriores.



Desde a invasão e guerra no Iraque, o mundo árabe está dividido entre sunitas e xiitas. Apoiando a invasão à Síria estão dois velhos conhecidos: Arábia Saudita e Israel. Ambos querem o regime do Irã destruído. Os sauditas, por disputas de facção; os israelenses, por estarem desesperados para acabar com o Hezbollah. Esse é o grande objetivo que têm em mente e Washington, após resistir por um tempo, está voltando a considerá-lo. Bombardear a Síria é o primeiro passo. (…)



Os iranianos reagiram fortemente e ameaçaram retaliação apropriada. Pode ser um blefe, mas o que isso revela é que até o novo líder “moderado”, prestigiado pela mídia ocidental, assumiu posição não distinta à de Ahmadinejad. Teerã compreende bem o que está em jogo e por quê. Cada uma das intervenções ocidentais no mundo árabe e seus arredores tornou as condições piores. Os ataques que estão sendo planejados pelo Pentágono e suas filiais na OTAN provavelmente terão o mesmo padrão.



Enquanto isso, no Egito, um Pinochet árabe está restaurando a “ordem” da velha maneira violenta já consagrada e com o apoio dos líderes, ligeiramente constrangidos, do conglomerado EUA/Europa. 

 Por Tariq Ali, no London Review of Books | Tradução: Vinícius Gomes

Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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