sexta-feira, 29 de março de 2013

Desde que eclodiu a internet, muitas coisas boas foram possíveis assim como coisas sádicas se tornaram constantes nesse meio.




Gosto de observar bem as pessoas, a forma como as mesmas se mostram cada dia mais estranhas umas para outras. Não é de hoje que todos se pertencem a quem não se pertence. Quem me conhece, sabe de onde resgato minhas “palavrinhas” ou terminologia.

Esses dias andei pensando sobre o mundo das redes sociais. Negar o mesmo como um imenso caldeirão entrópico de ideias é um absurdo. Aqui é tudo diferente. Um tipo de lupa sobre o real? Sendo que no mundo virtual não existe controle nem economia de ideias.

Eu diria que somos “politicamente incorreto” quando tentamos ser corretos. E “Humanos demasiados” quando estraçalhamos um comportamento ético. Enfim, é muito diferente de tudo o que houve antes.

Pessoalmente, de forma bem peculiar, creio que desde que eclodiu a internet, muitas coisas boas foram possíveis assim como coisas sádicas se tornaram constantes nesse meio. Eu sou muito objetivo, sou deveras prático. Leio, vejo, posto algo semelhante ao meu gosto em respeito com os meus próximos. Tento ser  razoável com as ideias divergentes das minhas. Em relação as ideias diferentes ou estranhas eu sempre alerto para pessoas: muito cuidado quando for expressar sua ideia em público, pense bem antes. Não seja injusto com seu próximo. A recusa do diálogo e o uso de palavras intimidatórias já revelam uma postura “intolerante”, totalitária. Dito de outro modo, um tipo de fascismo. E outra, seja responsável pelo seu conhecimento. Uma coisa é criticar uma situação política outra bem diferente é denegrir a imagem de uma pessoa. É muito importante saber separar pessoas desinformadas  e aqueles que desinformam. Se os "desinformados" têm uma parcela de culpa em algo que você julga errado, sim, de um certo modo. Porém, é mais preciso atacar o formador de opinião, aquele que sabe bem o quer está fazendo.

Enquanto pessoas estão se massacrando, cegos guiando cegos, propagando o ódio sem medida. Eles, as elites, estão lá, tranquilos rindo dos seus feitos e conquistas. Um torturador não deseja apenas matar, ele goza com a dor, ele ama a morte chegando aos poucos em suas vítimas. Democracia, hoje em dia, pode até ser tudo que as pessoas falam, qualquer coisa. Mas, não se configura no contato com a  indiferença declarada.

Quando for postar algo, nem que seja por postar, apenas para provocar. Pensa na dignidade humana que é um valor intrínseco ao ser humano que vai além de espaço virtual. Pensa de forma honesta no direito constitucional a ser respeitado e um direito humano que tem como pressuposto o fato de que, por sermos humanos,  todas as pessoas devem ser tratadas com igual respeito.

Parafraseado o poeta Fernando pessoa : pense como quem pensa de verdade, não apenas como quem respira. Muito cuidado para não integrar um show de horrores. Quem ganha com a desordem democrática são aqueles que pregam uma ideologia da competência que institui a divisão social entre os competentes, que sabem e por isso mandam, e os incompetentes, que não sabem e por isso obedecem.



Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

"Fake Plastic Trees" A propaganda "Carlinhos" "Down. A pior síndrome é a do preconceito"




Alguém lembra de um comercial que certamente apresentou uma banda britânica para muitos brasileiros? Se bem que ainda tem gente que nem faça ideia de quem sejam. Se você pensou na banda Radiohead parabéns, teve a oportunidade de ter visto uma propaganda  que se tornou um marco em nosso País.

Não posso ser injusto com a genialiade de uma das melhores bandas do mundo ao afirmar que o comercial foi o grande responsável pelo sucesso do Radiohead no Brasil, pois sabemos que não é verdade. E lembrando, a banda já tinha lançado três discos.

Eu chorei, chorava toda vez que a mesma passava e ainda hoje seguro minhas lágrimas. Para quem não sabe a propaganda "Carlinhos", como ficou marcada o comercial institucional da Fundação Síndrome de Down, ganhou uma proporção linda, poética. Tornou-se popular na década de 90 e é lembrada até hoje pela suavidade com que tratou o tema: "Down. A pior síndrome é a do preconceito". Criada pela agência DM9DDB em 1998, o filme tinha a música "Fake Plastic Trees", do banda britânica Radiohead, como trilha sonora.

O mérito do comercial se encontra na maneira como agregou em uma só ideia uma multipliciades de sentimentos, é emocionante. A música foi doada pela banda.

Ainda não conhecia? Eis a obra: conheça a história do Carlinhos juntamente com a música “Fake Plastic Trees”




Por Claudio Castoriadis

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