sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Julian Assange: a Internet como nova estratégia totalitária.



Cypherpunks – liberdade e o futuro da internet é o primeiro livro de Julian Assange, editor chefe e visionário por trás do Wikileaks, a ser publicado no Brasil com o selo da Boitempo. O livro é resultado de reflexões de Assange com um grupo de pensadores rebeldes e ativistas que atuam nas linhas de frente da batalha em defesa do ciberespaço (Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann). A edição brasileira terá a colaboração do filósofo esloveno Slavoj Žižek e tradução de Cristina Yamagami.

Nele são discutidas questões nocivas da hegemonia do domínio tecnocrático: a possível transformação da Internet em mero instrumento de controle massivo, a serviço do poder político e econômico.

Sei que parece estrambólico esse tipo de alerta. Mas, merece um pouco da nossa atenção por se tratar de uma problemática, cara, a nossa liberdade.  Como é possível a Internet, um espaço que ostenta a ideia de democracia digital, para muitos, nossa maior ferramenta de emancipação, passar a fazer parte de um novo poder totalitário? Uma dialética autodestrutiva. Sistema descarado facilitador de um totalitarismo jamais visto antes.

Assange prevê uma futura onda de repressão na esfera on-line que pode transformar a internet em uma ameaça aos direitos fundamentais da pessoa.

O cerco a ativistas da Internet, as tentativas de introduzir uma legislação contra o compartilhamento de arquivos, como o Sopa e o Acta apenas fortalecem suas teses.

Seguindo ao pé da letra a expressão “chutando o pau da barraca” Julian Assange promove um intrigante debate sobre a comunicação eletrônica, liberdade, democracia e alienação. Acredito que muitos julguem suas ideias como absolutamente estapafúrdias, assim como imagino os argumentos em favor da teoria escrita nas entrelinhas do livro Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet. Segue abaixo um video do disurso de Julian proferido quando o governo do Equador anunciou que lhe daria asilo político .




Asilo e refúgio político: o caso Julian Assange


Desde 2010, o australiano Julian Assange, um dos criadores e editores do site WikiLeaks (que publica documentos confidenciais de órgãos públicos e privados), enfrenta problemas judiciais e políticos, após ter divulgado milhares de documentos sigilosos do governo dos EUA.

Assange era domiciliado na Suécia (onde está, ou supõe-se estar, situada a sede física do WikiLeaks) e tinha a cidadania sueca. Entretanto, após ter sido acusado (e condenado) pela prática de crimes de abuso sexual e estupro, perdeu sua cidadania sueca e passou a residir em Londres.

Nos Estados Unidos também há processo em andamento e ordem de prisão contra Assange, pela referida divulgação de documentos militares sigilosos no WikiLeaks.

Após o pedido de extradição feito pela Suécia à Inglaterra, Assange foi inicialmente detido, passou para a prisão domiciliar e, em maio de 2012, a Supreme Court do Reino Unido decidiu definitivamente o pedido, negando o recurso de Assange e determinando sua extradição para a Suécia. A principal discussão envolveu a legalidade (ou não) da ordem de prisão emitida por um promotor (o que é permitido na legislação sueca), considerando que na Inglaterra (e no Brasil, com a exceção dos casos de flagrante e de prisão militar – art. 5º, LXI, da Constituição) apenas autoridade judiciária tem competência para determiná-la.

Diante disso, no dia 19 de junho de 2012, Julian Assange abrigou-se na Embaixada do Equador, em Londres, e requereu a concessão de asilo político.

No dia 16 de agosto de 2012, o Equador concedeu asilo diplomático a Julian Assange, mantendo-o em sua Embaixada.

Em contrapartida, o governo da Inglaterra ameaça desrespeitar esse ato, por meio de rompimento das relações diplomáticas do Equador e o consequente ingresso na Embaixada equatoriana, ou pela ausência de permissão de saída para que Assange deixe o prédio oficial do Equador e transite pelo território inglês.


"Hoje, o Google sabe mais sobre você que sua mãe. Esse é o maior roubo da história"
 

Julian Paul Assange




Fonte



  

  
Por Claudio Cstoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

Parabéns Israel, suportou a babilônia para reescrever a própria história dos EUA.



O Estado de Israel abusou de famílias em um esbanjamento de sangue e mutilações éticas- práticas brutais e cruéis.  Alguém lembra do apartheid da África? O mesmo racismo podemos encontrar no sionismo de Israel. O grande problema do Estado de Israel não consiste em seu “complexo de Deus” e sim no seu “complexo de Diabo” quando exterioriza uma realização do potencial estatal  fazendo questão de mostrar para o mundo os palestinos como pedras no caminho. Solidificando uma guerra imputada não mais ao corpo, mas ao ambiente no qual o inimigo é constrangido a viver.

Esse tímido processo de legitimação que reconheceu o Estado da Palestina - Argentina, Bolívia e Brasil, aumentou o número de países apoiadores para mais de 100 - será apenas uma nuvem de poeira pairando sobre o estrago apoiado pelos americanos. Legitimação ou uma migalha? Na verdade um "pastel seco" empurrado como entretenimento de um Estado monstro sanguinário intensivamente envolvido na expansão dos assentamentos ilegais, crianças mortas, sonhos esmagados, uma cultura inteira evaporada. Parabéns Israel, suportou a babilônia para reescrever a própria história dos EUA.





Por Claudio Castoriadis

Foto

Imagem de um grupo de homens carregando os corpos de duas crianças em Gaza, do fotógrafo sueco Paul Hansen, ganha o World Press Photo, a mais prestigiada premiação de fotojornalismo do mundo

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