quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Teatro Mágico: paroxismos de prosas experimentais




O Teatro Mágico” é uma banda composta por nove músicos e alguns artistas circenses, criada no ano de 2003 na cidade de Osasco-SP, que disponibiliza seu conteúdo por meio da rede mundial de computadores d e forma livre. O responsável pela criação do projeto é o publicitário, músico, ator e cantor Fernando Anitelli.

Foi, principalmente nos saraus, lugar de fascínio, da sensação de enlevo poético, que o Teatro Mágico ganhou as suas primeiras características. Ao ter contato com a obra do autor alemão Herman Hesse, por meio do romance “O Lobo da Estepe”, Não se nega, no conjunto dessa obra, a fonte, como inspiração que se tornou claro aos olhos de Anitelli como deveriam se juntar todas as suas ideias. O livro discute questões ligadas à existência de vários personagens que habitam nosso interior e num momento simbólico o personagem principal da trama, Harry Heller, um outsider, um misantropo de cinquenta anos, alcoólatra e intelectualizado, angustiado e que não vê saída para sua medonha condição, autodenominando-se “lobo da estepe”, se deparando com um letreiro luminoso que traz a seguinte inscrição: “O Teatro Mágico – Entrada para Raros”.

O Teatro Mágico se caracteriza genuinamente como música brasileira, uma mescla de forma e substância da nossa arte uma vez que reúne em seu repertório o que há de mais vasto em vários tipos de produção musical no país. Podemos encontrar nas melodias desde a batida do hip hop, até a marcação puxada do forró, passando pelo samba, música erudita e até mesmo o allegro, ritmo musical que identifica principalmente a Idade Média.

Paroxismos de prosas experimentais. Essa é a maior característica artística d’O Teatro Mágico. Fazer um experimentalismo de diversas tendências artísticas como o teatro, o circo, a dança, as artes plásticas e, principalmente, dos arranjos musicais, visto que podemos encontrar no instrumental da banda elementos como violão, guitarra, contra-baixo, percussão, violino, bandolim, pick-ups, sax, flauta e teclado.

Quanto sua proposta artística, podemos definir o Teatro Mágico como uma grande “quermesse”, arte proporções infindáveis de iludir, de criar suspenses, conflitos — falar mesmo não dizendo, aquilo que ainda deve ser dito para alcançar um efeito, resolução surpreendente. Sua musicalidade prima intrinsecamente pela construção de uma consciência em seu público, assombrar, encantar, levar a todos a reparar nos problemas de sua sociedade, de forma suave, por meio de suas brincadeiras e palhaçadas. Essas características são absolutamente claras na obra d’O Teatro Mágico, e fazem com que não seja preciso um alto grau de formação para o entendimento de suas mensagens. autoafirmação do ser humano, regionalismo e tradição e crítica social. 


Por Claudio Castoriadis 

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