terça-feira, 24 de setembro de 2013

Eu, Fernando Pessoa em HQ


Nesta narrativa em quadrinhos Fernando Pessoa é visto a partir de sua obra e de uma carta em que ele explica ao amigo Adolfo Casais Monteiro o nascimento e vida de seus principais heterônimos – Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos – e do semi-heterônimo Bernardo Soares. O roteiro construído por Susana Ventura com base em textos históricos (cartas, obituários dos jornais de época) recebeu a leitura visual vertiginosa e genial de Guazzelli.

Essa experiência recente do ilustrador Eloar Guazzelli na tradução de Fernando Pessoa para os quadrinhos encorajou-o a transportar as imagens que garimpou nesses trabalhos para sua outra profissão: a de diretor de curta-metragem. Guazzelli adaptou para a tela uma releitura silenciosa e sintética do álbum Eu, Fernando Pessoa em quadrinhos (São Paulo: Peirópolis, 2013). O entusiasmo pela obra do poeta gerou este curta-metragem de animação na forma de um poema visual retratando o dia em que Fernando Pessoa virou imortal. "Conviver com essa personalidade multipartida, essa verdadeira multidão gerada a partir de um indivíduo e sua explosão criativa em diversas frentes foi o que me cativou em definitivo", confessa.



A Coleção “Clássicos em HQ”, da Editora Peirópolis, inclui também versões para quadrinhos das obras: Dom Quixote (Cervantes por Caco Galhardo); Os Lusíadas (Camões por Fido Nesti); O Corvo (Poe por Luciano Irrthum); Demônios (Aluísio Azevedo por Eloar Guazzelli); Conto de Escola (Machado por Silvino); Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente por Laudo Ferreira), A Divina Comédia (Dante por Piero e Giuseppe Bagnariol) e Frankenstein (Mary Shelley por Taisa Borges).

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