sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Amigos elefantes



/Sol do meio dia- luz que beira os cantos do meu pranto feito poesia/ Estou livre pela tarde que logrou minha paixão/ Eu sou melhor onde o vento sopra mais cortante/ e se outrora foste mais jovem, agora - um antigo verso para meus amigos. 

/Deus e homem que mendiga oração/ Tudo prova que não sou poeta- apenas sei caminhar nas geleiras da vida. 

/Para minha alma envia o cronida supremo pesar, fome e peste - as casas se arruínam pelos desígnios do Deus dos oprimidos. Em festins descanso, nos montes curvo meu corpo onde o carvalho no topo traz bálanos. 

/Será tudo obra do acaso? Silêncio em meu vilarejo/ Somente quem mente entende minhas verdades. Pessoas agonizando em baixo de um aquário enquanto eu nado tranquilo com meus amigos elefantes.




Por Claudio Castoriadis

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