terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nietzsche em HQ


Michel Onfray lançar na França HQ da vida de Friedrich Nietzsche e defende o cartum para popularizar a filosofia. O filósofo criou em 2001 a Universidade Popular de Caën, com aulas grátis, abertas a todo tipo de público. A última novidade que acaba de produzir é uma biografia em quadrinhos de Friedrich Nietzsche (1844-1900), com a intenção de "construir pontes" entre a filosofia e mídia de massa.( Filosofia e Massa? isso não soa estranho meu caro leitor?) Os quadrinho ainda não têm data prevista para serem lançados no Brasil e resulta de parceria com o cartunista Maximilien Le Roy. O livro já é Best-seller na França, onde o gênero tem estatura de obra de arte.

Onfray também aborda a pergunta que não quer calar. O pensador que "matou Deus" e libertou o homem da metafísica foi o mesmo que forneceu o substrato ideológico do nazismo?( Ainda não acredito que essa problematica está rendendo) Muito popular na Europa até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Nietzsche caiu em desgraça após a ascensão de Hitler, quando passou a ser considerado um ideólogo "avant la lettre" do nazismo. Segundo Onfray, isso foi fruto de uma indecorosa manobra familiar. ( isso é fato) "Sua irmã [Elisabeth] era fascista e quis fazer de seu irmão o ideólogo de suas ideias políticas", diz. É da mesma opinião o biógrafo alemão Rüdiger Safranski, que está publicando no Brasil "Romantismo - Uma Questão Alemã". "A irmã dele falsificou sua biografia", afirma. Mas ressalva que Nietzsche também tinha culpa no cartório. "Ele não era inocente", ( e quem é) pois de fato tratou da "eliminação de formas de vida inferiores", ( onde ele leu isso?) lembra Safranski. Mas então por que ele era tão popular? Para o professor de filosofia italiano Domenico Losurdo a razão principal reside no uso do aforismo. (Será) Essa formulação curta e direta "atinge o leitor com uma imediatez fulminante", explica o autor da biografia "Nietzsche - O Rebelde Aristocrata", que também está sendo lançada no Brasil. Safranski partilha dessa opinião e acrescenta que seus insights "anteciparam a psicanálise". Já Onfray arrisca outra hipótese. No fundo, "Nietzsche propõe ao leitor a questão sobre como cada um, homem ou mulher, pode se tornar um super-homem". Mas avisa que isso, para o autor da "Genealogia da Moral", deveria ser uma decisão individual -e não um programa partidário.



Nota: Fonte: Marcos Flamínio Peres, Folha de São Paulo, Ilustrada, 20.06.10.



Acompanhe o blog do desenhista que ilustrou o roteiro de Onfray, Maximilien Le Roy – o mesmo que 
 descreve a HQ como o “cinema dos pobres”  http://maxleroy.blogspot.com/


Enfim caro leitor informação passada!! Quem tem boca fala o que quer e quem tem mãos? - Claudio Castoriadis 

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