quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

 Artigo 1º Declaração Universal dos Direitos do Homem

Philippe Aries - História da morte no ocidente



Philippe Aries foi um importante historiador e medievalista francês da família e infância. Aries escreveu vários livros sobre a vida diária comum. Seu mais proeminente trabalho rendeu um brilhante estudo sobre a morte. No seu trabalho A história Social da Criança e da Família, Aries demonstra que o surgimento de um discurso sobre a infância está vinculado à emergência da percepção da especificidade do infantil na modernidade.

Philippe Aries permaneceu pouco reconhecido como historiador até o lançamento de “História Social da Criança e da Família”, em 1962. O livro mereceu uma resenha de Jean Louis Flandrin em um número dos Annales, o que tem sido reconhecido como o fato que assinalou o final de seu isolamento da comunidade dos historiadores profissionais.

A leitura das obras de Philippe Aries nos permite ter contato com uma produção historiográfica notadamente ampla. Durante a década de 1960, aproveitando inúmeras viagens de trabalho pela França e a Europa, Aries realizou um estudo sobre as atitudes dos homens diante da morte. Iniciou suas pesquisas pelos estudos do culto aos túmulos e aos cemitérios. Depois ampliou suas fontes para os túmulos, a iconografia e a epigrafia funerária,visitando igrejas, museus e cemitérios, e também para os testamentos. Em 1971, ao ser convidado para participar de um ciclo de palestras na Universidade Johns Hopkins, uma das universidades de maior prestígio nos Estados Unidos, sobre seu livro “O Tempo da História”, Philippe Aries propôs trabalhar com o tema que vinha pesquisando há anos. Assim, apresentou suas pesquisas sobre a morte em um ciclo de quatro conferências que acabaram acontecendo no ano de 1973. Estas conferências, depois acrescidas de outros trabalhos e sistematização deram origem ao livro conhecido no Brasil como “História da Morte no Ocidente”.

No final de 1979, François Furet convidou Aries para almoçar. Durante o encontro lhe confidenciou que ele e outros acadêmicos ficavam, muitas vezes, intrigados com Aries e seu trabalho e se questionavam quem seria ele. Na ocasião, Aries lembrou que houve um tempo em que alguns do meio acadêmico, jocosamente, diziam que ele era “um comerciante de bananas”. Durante este almoço François Furet, propôs a Aries entrar para a Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, um dos principais centros de investigação das ciências sociais na Europa. Assim, Philippe Aries, ao morrer alguns anos após, em 1984, partiu com a convicção de que sua obra recebera a aprovação por parte da tribo dos historiadores profissionais.





Dica de leitura

História da morte no ocidente

Nessa belíssima obra, Philippe Aries mostra o comportamento humano diante da morte na sociedade ocidental cristã, sob o ponto de vista histórico e sociológico, abrangendo o período que vem desde a Idade Média- quando a morte era domesticada - até o desenlace de nossos dias, onde a percepção social só vê o maldito, a negação absoluta. O leitor encontrará neste livro uma pesquisa de Aries acerca da história das atitudes do homem ocidental perante a morte.




Por Claudio Castoriadis

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