terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Um pouco do Joaquim Bat- Barbosa: Complicado!! mirar no leão e acertar no Barbosa.



Um pouco sobre Joaquim Barbosa

Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do Serpro (1979-84). Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993. Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.


Um pouco do Joaquim Bat- Barbosa

Embora seja difícil, representar a vida de um homem inteiramente sem lacunas e livre de culpas, devemos utilizar os melhores capítulos para construir o mais completo retrato e cuidar para que isso se torne um real esboço. O Joaquim Barbosa deixou de ter uma vida gloriosa quando se deixou levar por um sentimento de justiça megalomaníaca, se deixou levar por valores reativos, Logo o senhor Joaquim? Implodiu o caráter ativo da justiça? Uma justiça limpa que volta-se a uma legítima avaliação de si, justiça no plural, das relações de ideias e possibilidades sempre presentes em um julgamento sério. Tenho que ser franco, seu esplêndido currículo em nada serve para tapar o buraco das nuances da sua postura ética com seus colegas do STF. Seu queixo erguido frente a nossa democracia parecia ser o caminho assinalado da liberdade. Mas, paradoxalmente sua estética intelectual se entregou a dominação mais brutal: o alisamento centralizador. Uma rigorosa hipersegmentação aleatória; agora sim, eu entendo bem as palavras do filósofo Deleuze: linhas de fuga revertem-se frequentemente em linhas de destruição. Senhor Joaquim, se sua autoridade esnoba os responsáveis pela sua indicação ao STF, pelos menos escute o grande jurista Miguel Reale: "Essa ideia de um juiz e um tribunal superior, extinguindo-se outras possibilidades de recurso, me parece um pouco arriscada. Eu penso que há outros caminhos a serem seguidos". Complicado!! mirar no leão e acertar no Barbosa.




Por Claudio Castoriadis

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