sábado, 3 de março de 2012

uma lembrança amiga.



hoje eu acordei pop
comendo lixo entre os bichos
sendo falado em outras línguas
 podre de chique

um miserável contemporâneo 


Sem espaço, apenas tempo, assim clama meu abismo, náusea, delírios, silêncio-  um ridículo desapontado por sua criação aviltada.

Um desespero, sutil, leve como uma brisa matinal, o trágico me cai bem, tudo tão grosseiro e intencional - encontro prazer na prole pervertida.

Eu sou uma propaganda dissimilada em um muro que resplende, eu sou puro improviso, um fundamento desagradável.

Dentro de um livro almas sapientes, dentro do meu quarto um fulgor faiscante, entre as paredes... Uma lembrança vadia. 






Por Claudio Castoriadis

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