domingo, 20 de fevereiro de 2011

Alguma coisa que lembre utopia

A palavra "utopia" vem do grego (como sempre) e significa    "nenhum lugar". Vale lembrar que seu uso popularizou-se ( virou samba?) apartir da obra de Thomas More. Nela o filósofo
descrevia um tipo de sociedade ideal ( onde? onde?). Tão reconfortante estimada teoria onde tudo funcionava perfeitamente.( Nossa, esse carinha é inteligente mesmo). Enfim, o termo agora tornou-se sinônimo de algo desejável, ( sabe aquele papo de amor? não-vivo-sem-voçê... blá,blá.blá). Mas, como tudo nessa vida não é tãooooo original, é preciso destacar que, o More não foi o primeiro nem o único pensador, "desocupado", a projetar uma sociedade linda, maravilhosa, exuberante ( será que nesse lugar não existe fila de banco?) . Então, já no século 4 a.C., o Platão ( outro carinha muito ocupado) escrevia a primeira obra do tipo, a república, uma cidade imaginária governada por Filósofos. Como todo lunático tem essa coisa de encantar com, digamos, uma lúdical facilidade outros lunáticos, podemos lembrar também o saudoso Francis Bacon, outro simpático pensador, que escreve a nova atlântida, obra que retrata Bensalém, uma ilha fictícia onde, graças à bendita ciência; (salve,salve,) predominam a paz e a harmonia. Digamos que essas ideias tem em comum o lugar de destaque, reservado aos filósofos, no governo da cidade ideal. Pois é, e ainda falam que o Nietzsche era louco.

O garoto pássaro

O garoto pássaro está triste,
alguém lhe cortou as asas,
suas feridas sangram toda vez
que ele lembra.

Porém, o que realmente lhe causa
angústia, e um profundo
desespero, é não encontar
culpado/

Não havendo culpado, quem
deverás, merece seu divino
perdão?

Ele se tornou um poço, um
solitário é como um poço
profundo sabia? É  fácil lançar nele
uma pedra, mas se a pedra vai ao
fundo quem se atreverá a tirá-la?

Ele não acredita nas pessoas, mas
precisa que elas acreditem que
suas feridas ainda sangram toda
vez que ele lembra.

Ele chora sempre que olha para
dentro de si mesmo e não encontra
alívio para a tristeza que lhe
atravessa a alma.
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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