terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fechar os olhos para ver




Sorte daquele que sabe fechar os olhos para ver. Em tempos de mercado teleguiado, uma palavra, propaganda, ideia é bem maior que a pessoa que veste a marca marcando um proprietário. Eu sei, pode ser exagero, ou paranoia de quem olha e mira na alienação industrial (Consumo). Como se não bastasse o tempo que se faz pouco, ainda temos pensamentos privatizados num curto espaço que ficou reservado. Pelo menos ainda sou alguma coisa, isto é alguma coisa, em mudança, na mesma linha, design humano. Vida, longa metragem, sem edição no formato: "aos vivos", em cores, online. Acho estranho, uma mente privatizada.

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Abre aspas, de onde tirei essas ideias? Fecha aspas, ainda é madrugada.


Juntando tudo que foi dito, prefiro concentrar um sentimento agridoce: “eu sei que lá no fundo há tanta beleza no mundo” (Pitty). Faz sentido, acredito nisso, desde que encontrei na contra mão da vida um ponto de apoio, absolutamente particular! Ainda não privatizado.


Eu me sinto bem com isso tudo, pessoas, lugares, pensamentos, perspectivas. Meu pensamento é apenas meu (Alegrias, dores, privações). Seja um segredo, uma beleza desconhecida, um sentimento amassado em uma carteira, o importante é sentirmo-nos em harmonia com as diferentes maneiras de pensar, livre ou não, a beleza ainda está lá, em algum lugar esperando o momento certo para entrar em cena. 


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Por Claudio Castoriadis
Imagem: Caras- Ionut


sábado, 5 de outubro de 2013

Ainda não inventaram um freio para o tempo




A degenerescência da nossa felicidade se manifesta no ateliê do cotidiano. É no momento da turbulência diária, girando cada vez mais vertiginosa, que surge a obrigação de ser a feliz, (a qualquer custo). Muita pressa para pouco tempo, muito tempo para pouco espaço e com isso temos aquele confronto- demanda oferta, demanda reprimida. Adianta falar que essa busca infindável pela felicidade periga numa sensação de desamparo total?(Falei) Triste daquele que se ver obrigado a ser feliz; estranhos impulsos desgastados pelo fardo da cultura da “não pertença”- não pertencer aos grupos que praticam a paciência autêntica de saber aguardar, esperar, parar, sem paralisar a virtude do “olhar” que “observa” a infinita pluralidade que já não é segredo na roda da existência.  Ainda não inventaram um freio para o tempo.


Tempo líquido

Descabível

Para um

Bom senso



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Por Claudio Castoriadis 
 
Dica de leituraA FELICIDADE PARADOXAL: ENSAIO SOBRE A SOCIEDADE DE. HIPERCONSUMO”. Autor: Gilles Lipovetsky
Imagem: fonte web


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Eu, Heráclito


Admiro o espaço que frequento na frequência do silêncio, barulho para quem ainda dorme. Por onde andei, esvoaçando e relutante deixei um pouco, levei o necessário. Essas ilhas vizinhas e próximas ( pessoas, coisas) Parecem mundos heterogêneos, fragmentos polidos pela plumagem revestida. Não me engano; não me deixo enganar, eu não sou apenas em um lugar. É bom não se solidificar, se limitar em uma casa - quando temos sempre um outro lar. Não seja da árvore apenas a raiz, embotada pelo solo, concreto, escuro e inútil. Seja da regra o oposto, do rio, infinitas margens remediadas no entremeio das novas imagens em construção.



Por Claudio Castoriadis
Imagem: fonte web

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