sábado, 14 de setembro de 2013

Destrambelhados, articulações intermediárias

O poema se constrói com signos-de, que representam, delicadamente, um passeio sobre o próprio fazer poético, que é voo estético, voo lúdico, voo imagético, voo sinestésico, e que contém informações cognitivas trazidas pela ação diacústica. De sua leitura e interpretação emerge a articulação entre o sentir e o pensar, inerente ao fazer artístico, já preconizada desde a Antiguidade, pelo pensamento aristotélico.




Texto:  Beatriz Amaral
Poesia: Claudio Castoridis
Imagem: Fonte web

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Tudo é o que não deveria ser




na casa do equilibrista, tudo é o que não deveria ser, dor não tem cotovelo, papel não corta pedra, rastro não tem cometa, o dia não é inteiro, a mente não tem cabeça, brinquedo não é brincadeira. um mundo é um milhão de outros mundos, e a porta não se importa se alguém passa, fica, ou exporta. é tudo tão pouco, tão então, tão assim, tão sei lá, goteira no molhado, um gato no telhado, botão sem camiseta, o rosto veste a careta, o sapato leva o pé do cara, o cara não foi com minha cara. carteira sem identidade, esquecido no achado. o olho não escuta, a desconhecida se chama conhecida.



Por Claudio Castoriadis  
Imagem: fonte web

Nietzsche e Wittgenstein destruindo a metafísica


O discurso metafísico abrange grande parte da especulação filosófica até o principio do ´século XIX. No entanto, já a partir de descartes, ele cede sua supremacia, que até então sempre lhe pertencera, ao problema gnosiologico. Nesse contexto, o que se deve enfrentar de imediato é o problema do valor e do alcance de nosso conhecimento.

Com a chegada do filósofo da suspeita, Nietzsche, a metafísica se tornou tão frágil quanto um castelo no ar. Nietzsche esmagou a metafísica a golpes de martelos. Logo em seguida Wittgenstein “termina” o serviço, pela via da lógica.

Deixando a metafísica de lado, Wittgenstein a esvazia. Ao proceder assim, ele não perdeu tempo com a busca de um superconceito, abrangente e totalizador, jogando a filosofia no campo da linguagem.

Nesse ponto é considerável sua aproximação com Nietzsche, para quem “somente por esquecimento pode o homem, alguma vez, chegar a supor que possui uma „verdade‟ no grau acima designado” e “a „coisa em si‟ .

Se para Nietzsche o que sabemos e dizemos sobre o mundo e as coisas que estão nele é sempre uma questão de perspectiva, para Wittgenstein tudo o que sabemos e dizemos é sempre uma questão pragmática, de modo que essa ou aquela forma de vida constitui significados no seu próprio desenrolar vital. Em ambos, o que interessa é a vida. 



Por Claudio Castoriadis

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Teatro Mágico: paroxismos de prosas experimentais




O Teatro Mágico” é uma banda composta por nove músicos e alguns artistas circenses, criada no ano de 2003 na cidade de Osasco-SP, que disponibiliza seu conteúdo por meio da rede mundial de computadores d e forma livre. O responsável pela criação do projeto é o publicitário, músico, ator e cantor Fernando Anitelli.

Foi, principalmente nos saraus, lugar de fascínio, da sensação de enlevo poético, que o Teatro Mágico ganhou as suas primeiras características. Ao ter contato com a obra do autor alemão Herman Hesse, por meio do romance “O Lobo da Estepe”, Não se nega, no conjunto dessa obra, a fonte, como inspiração que se tornou claro aos olhos de Anitelli como deveriam se juntar todas as suas ideias. O livro discute questões ligadas à existência de vários personagens que habitam nosso interior e num momento simbólico o personagem principal da trama, Harry Heller, um outsider, um misantropo de cinquenta anos, alcoólatra e intelectualizado, angustiado e que não vê saída para sua medonha condição, autodenominando-se “lobo da estepe”, se deparando com um letreiro luminoso que traz a seguinte inscrição: “O Teatro Mágico – Entrada para Raros”.

O Teatro Mágico se caracteriza genuinamente como música brasileira, uma mescla de forma e substância da nossa arte uma vez que reúne em seu repertório o que há de mais vasto em vários tipos de produção musical no país. Podemos encontrar nas melodias desde a batida do hip hop, até a marcação puxada do forró, passando pelo samba, música erudita e até mesmo o allegro, ritmo musical que identifica principalmente a Idade Média.

Paroxismos de prosas experimentais. Essa é a maior característica artística d’O Teatro Mágico. Fazer um experimentalismo de diversas tendências artísticas como o teatro, o circo, a dança, as artes plásticas e, principalmente, dos arranjos musicais, visto que podemos encontrar no instrumental da banda elementos como violão, guitarra, contra-baixo, percussão, violino, bandolim, pick-ups, sax, flauta e teclado.

Quanto sua proposta artística, podemos definir o Teatro Mágico como uma grande “quermesse”, arte proporções infindáveis de iludir, de criar suspenses, conflitos — falar mesmo não dizendo, aquilo que ainda deve ser dito para alcançar um efeito, resolução surpreendente. Sua musicalidade prima intrinsecamente pela construção de uma consciência em seu público, assombrar, encantar, levar a todos a reparar nos problemas de sua sociedade, de forma suave, por meio de suas brincadeiras e palhaçadas. Essas características são absolutamente claras na obra d’O Teatro Mágico, e fazem com que não seja preciso um alto grau de formação para o entendimento de suas mensagens. autoafirmação do ser humano, regionalismo e tradição e crítica social. 


Por Claudio Castoriadis 

O Teatro Mágico – Entrada para Raros.



“a identidade cultural é uma construção fincada em tempo e espaço específicos (todavia moventes) e em permanente estado de formação”


                                                                                                                                         Moacir dos Anjos

Onde termina a música e onde começa a história? Pensando nisso, Maíra Viana fez derramar da ponta do lápis para a folha do papel um conto para cada canção composta por Fernando Anitelli, em seu projeto musical O Teatro Mágico. E assim se deu o encontro sublime da poesia do "menino do violão" com a prosa da "menina das palavras". São histórias que vão do cotidiano urbano ao universo das fábulas. Pode alguém depositar esperanças numa estrela cadente? Como salvar nossa fé em disquete? Onde estarão os sonhos outrora pendurados num varal onírico? Pode alguém passar dias e dias com dor de cabeça de felicidade? Haveria espaço para mais alguém ali que não fosse ela e sua sombra? Para cada música, uma história. Para cada historia, um personagem. Para cada personagem, uma ilustração. Assim é "O Teatro Mágico em Palavras". Arte Agregada. Um sarau em cada página! 





Título: O Teatro Mágico em Palavras I - Inspirações

Ano: 2007

Autoria: Maíra Viana

Prefacio: Fernanda Anitelli
Ilustrações: Rodrigo Franco
Distribuidora: Zaluzejo Comercial
Páginas: 52
Classificação: Juvenil/Adulto
Onde Achar: Nos shows do Teatro Mágico, no site do Teatro Mágico e no Ateliê Única Peça 
 

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