sábado, 17 de agosto de 2013

Conversa ultra- filosófica- coisada- chata

Digamos que as pessoas quando estão em seus momentos, naqueles dias, de devaneios entre outras coisas; nesse caso temos que imaginar cada sujeito, garotos, garotas totalmente diferentes umas das outras. Cada um com sua realidade, forçando alegria pelas faces, sorrisos curvados, olhos vivos falantes, meio que ao vivo. Constantemente, encontro uma moçada assim. Seja uma pessoa feita, juízo assentado, mente refeita. Alguns são até interessantes quando se queixam da vida. É cada figura! Mas, confesso, eu gosto de escutar. Quando vejo que a conversa ganha uma proporção ultra- filosófica- coisada, tento desviar o assunto jogando uma ideia maluca no ar: então cara, bora compreender a poesia do pôr-do- sol?


 ***


Escrita formal / gritaria/ linguagem culta/coloquial. Nem considero tanto os erros ortográficos. O que importa é o sentido da palavra. Vai que um erro possa sintetizar formulações originais? Escavar sem suspeita, desprovidos da gravidade intelectual, a estética editada pelo exagero.




 Um forte abraço
Moçada


 17ago 2013

Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

"Formato"

Nomear um objeto é tomar para si algo que poderia ser de tantos. No caso de um poema sem título a graça consiste em pouco a pouco desvendar aquilo que não foi pensado. Não possui título? Essa é a ideia. O que já é suficiente para inseri-lo no encanto da poesia moderna, como afirma Mallarmé. No caso desse pequeno, ou seria muito pequeno?, Fiz questão de nomear o que se esconde nessas três linhas:
 
 
Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Recriando a velocidade do tempo, 16ago 2013


Meu medo tem o tamanho da minha coragem. Encontro a melhor parte da minha personalidade no medo. Nem sempre acredito na engenhosidade de um intelectual, escritor ou algo do tipo. Quando alguém me aponta um caminho, busco outro evitando um cárcere. Ano passado me perguntaram qual o meu mundo, onde encontro tantas ideias para escrever. Tentei explicar que por mais que nossa realidade aparentemente seja uma, um milhão de mundos se encontram lutando por meios, formas, tamanhos, cores e conteúdos. Falando em mundos, hoje fiquei sabendo de um jovem que tinha se aventurado, se perdeu  por vontade própria ao caminhar por um vale, mas que, com uma fagulha invulgar e esforço achou uma saída. Como? Não sei bem, recriando a velocidade do tempo? As tensões e o traumatismo do nosso cotidiano?

Aquilo que foi ontem
Desmente o agora
O instante


O poeta tem algo mais devastador que suas palavras: o silêncio. Ainda penso em escrever essa máxima em uma camiseta, só me falta tempo.  Hoje em dia, qualquer frase de efeito me chama atenção. Vejo, fico editando em minha mente e pronto tá valendo. Onde os outros enxergam bobagens, eu vejo delicadeza, claro que nem sempre, eu e minhas manias de ser do contra. Por mais estranho que pareça, eu sou assim. Tanta coisa acontecendo mundo afora, as vezes acho melhor me calar. Apenas tentar ficar alheio, longe, mais também um pouco perto. Não é de hoje que ando com poucas palavras na ponta da língua, ou seria na mente? Vai saber! Não acho uma boa ideia deixar certas coisas na ponta, ou mesmo em nossa essência. Espero não está sendo chato nas palavras. Enfim, ando fechando os olhos e protegendo os ouvidos de qualquer bombardeio de ideias estranhas...Mas coisas estranhas, serão sempre bem vindas, assim como milhares de outras coisas comuns em tempo real.

Velocidade máxima
Uma mente lenta
superficial


      
16ago 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

“Instituto para Pesquisa Social” de Frankfurt: conhecimento manipulatório




O pensamento da escola de Frankfurt tem sido identificado de modo excessivamente superficial com o de Marcuse, que sem dúvida é o mais conhecido, mas nem por isso o mais representativo dos estudiosos que, dos anos ao redor de 1930 em diante, se reuniram no “Instituto para Pesquisa Social” de Frankfurt. Pode-se considerar que a história da escola de Frankfurt coincide, em grande parte, com a Biografia intelectual de Horkheime, animador incansável e primeiro inspirador do grupo de intelectuais que se reúnem ao redor dele. Um dos teóricos  do “Instituto Para Pesquisa Social” Theodor Adorno, possui uma produção relevante nesta temática, mas nesse contexto não podemos deixar de citar Walter Benjamin que produz reflexões sobre a técnica de reprodução da obra de arte, no caso particular, o cinema, compreendendo os resultados sociais e políticos dessa massificação ganhando uma dimensão social mais ampliada. O que Adorno estabelecerá como indústria cultural.


A Escola trabalha os elementos de racionalidade do mundo moderno para denunciá-los como uma nova forma de dominação. A Dialética do Iluminismo resume de forma exemplar esta filosofia da história que procura entender a racionalidade como espírito de previsibilidade e de uniformização das consciências. O livro se afasta dos diagnósticos anteriores, calcados sobre o fascismo, integra uma compreensão da história mais abrangente, e o que é mais importante, é escrito na década de 40, tomando-se em consideração o contacto dos autores com a sociedade americana. Não se pode esquecer que nele, pela primeira vez, se fala em indústria cultural, conceito que sintetiza a crítica da cultura de massa nas sociedades modernas.


Quando Adorno e Horkheimer afirmam que o Iluminismo "se relaciona com as coisas assim como o ditador se relaciona com os homens", que ele "os conhece na medida em que os pode manipular", de uma certa forma eles condensam seu pensamento a respeito da sociedade moderna. O conhecimento manipulatório pressupõe uma técnica e uma previsibilidade que possa controlar de antemão o comportamento social. Para ele o mundo pode ser pensado como uma série de variáveis que integram um sistema único. A possibilidade de controle se vincula à capacidade que o sistema possui de eliminar as diferenças, reduzindo-as ao mesmo denominador comum, o que garantiria a previsibilidade das manifestações sociais. A crítica da racionalidade desvenda desta forma uma crítica do processo de uniformização.


Por Claudio Castoriadis


Diário de um andarilho


Mikhailovitch, primavera de 1886


A voz do meu companheiro de longas datas fez-me voltar à realidade. Semana passada estava tudo diferente. Eu havia devaneado às cegas dentro de uma situação. Pessoas contra outras, muitas ideias jogadas em minha cara, isso cansa, ainda assim fiquei tranquilo. Não poderia perder a calma. Hoje na aula de literatura a professora tratou sobre uma temática aconchegante: Mudança. O debate foi se estendendo por Horas e horas. Ótimo, o dia estava a meu favor. Em silêncio encontrei uma relação entre mudança e sabedoria. Gosto de complicar as coisas, assim vou aprendendo desaprendendo. Não demorou muito e logo cheguei a conclusão que um sábio aprende a mudar, desconstruir, transformar, se livrar do que está ancorado em sua realidade, se libertar das pessoas, dos objetos e dos lugares. Afinal, já dizia aquele velho ditado: é preciso mudar tudo para que nada mude. Uma boa atividade para a mente consiste em confiar no movimento do tempo.
Por Claudio Castoriadis

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