quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Brincando com as palavras: POESIA VISUAL - SUPERFICIAL




Com essa escrita, tenciono desconstruir a linguagem contemplativa experimentado com o sentido da auto-reflexão, talvez uma porrada na cara. Desafinar no tom. Enfim, assim como o poeta Arnaldo Antunes, minha fonte musical e literária, busco reflexos audiovisuais, recriando a velocidade, as tensões e o traumatismo do nosso cotidiano.


Filosofia-


SERTÃO-
Coisa

Um começo tem alguma coisa, alguma coisa tem um começo. Eu sinto alguma coisa, uma coisa pequena, coisada, coisificada. Qualquer coisa, coisando...São tantas coisas para poucas palavras...Uma coisa para apontar, uma coisa para dizer, deve ser alguma coisa para coisar, não sei coisinha. 
  Vida-


Por Claudio Castoriadis

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Insignificante originário


 30 de novembro de 1983

Em minha mente a brancura da dúvida silenciosa – nomes, pessoas, locais, – produzia uma oxigenada impressão, um clima caverna encantada com todos os acessos para ideias. Quando meu eu era outro, achava que Deus fosse um antigo lago, achava que mergulhando em seu brilho glacial as pessoas seriam deveras pessoas. Sem uma única e superficial fissura! Na passagem de uma ideia para outra, um som ecoava, como se uma cansativa madrugada tivesse arrebatado a chama da clareira do ser em si mesmo, insignificante originário.

Um olhar do outro, estranho, indiferente, não me temporaliza. — Não assusta a ideia de um estado natural da imaginação com ausência de leis? Eu nunca desejei, nunca algo assim entrou em minha cabeça. Afastando seu rosto das sombras, ela olhou de esguelha para o nada. Silêncio, repentinamente um acesso de felicidade.




Por Claudio Castoriadis

Por nada!


Onde o nada está, eu não existo
Onde eu estou
O nada não se encontra.




Por Claudio Castoriadis


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tempo passado



Pelo ontem
Que não veio
O agora é passado







Por Claudio Castoriadis

domingo, 4 de agosto de 2013

Estranho ao contrário



O coração foi feito pra bater

Estranho

Ser na face a batida sentida.













Por Claudio Castoriades 

Bombaim: crianças de rua



Dario Mitidieri passou um ano em Bombaim fotografando crianças de rua. As fotos tiradas e foram publicadas num livro  mostrando o cotidiano das vivem e dormem; como elas ganham dinheiro, sua interação com os adultos e entre si; abuso sexual e de drogas; perseguição policial; reformatórios e instituições e, finalmente, as alternativas colocadas à disposição dessas crianças por diversas ONG.

As fotos são também uma homenagem às crianças de rua em todo o mundo e um testemunho das contradições de suas vidas: inocentes vivendo nas ruas, crianças sem infância, que sobrevivem graças a sua capacidade de resistência e coragem. 









sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Verdade ou Verdade?

Eu não quero que a mentira desapareça, porque não quero voltar a ser invisível.
 
Claudio Castoriadis
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Adjetivo avulso




O épico, o lírico, os pilares

Narrando  com sintaxe

Uma folha que rodopia.



Segue reinventando

sentimentos sem possuir

Adjetivo avulso.



Paredes e objetos

Apenas uma  árvore

  O que anseia entre os que dormem?



Embora a morte sopre

Frondoso destino,

Nenhum corpo chega



Os dias na sombra

Decomposição

Cansaço.




Por Claudio Castoriadis

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