Penso que essa imagem é bastante clara para despertar uma ideia do pensador Karl Marx que apontou um abismo socioeconômico mostrando em seus escritos a teoria da mais-valia: a miséria se perpetuava no mundo capitalista mediante os baixos salários oferecidos aos operários como um todo. Mais do que uma simples opção, o baixo salário era parte integrante dos instrumentos que garantiam os lucros almejados pela empresa.
Pense nisso!!
Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >
— Eu Desalento, Desencanto. . . Abre Aspas, ponto e vírgula Poesia
Claudio Castoriadis
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Nossa democracia é revolucionária. É a democracia da ação, o que é útil à revolução e não a meia dúzia de burocratas e faladores. [...] Se alguém acha que o nosso caminho armado é o correto ou não é correto, faça o favor, siga seu caminho e não está obrigado a seguir o nosso. E quanto a vocês que têm uma posição ideológica determinada, não têm que esperar por mim. Tomem a iniciativa, assumam responsabilidades, façam. É melhor cometer erros fazendo, ainda que disto resulte a morte. Os mortos são os únicos que não fazem autocrítica.
Quem Samba Fica, Quem Não Samba Vai Embora
Carlos Marighella, 1968.
Ele seguia pela Alameda Casa Branca, em São Paulo, quem vai saber ao certo o que se passava em sua cabeça durante esse percurso. Indo ao encontro de seus companheiros Frei Fernando e Frei Ivo, presos pelos militares dias antes. Neste momento, às 20h00, não mais que isso, dirigiu-se ao Fusca usado para os encontros habituais quando era possível. Dias antes, Frei Fernando fora obrigado a ligar para Carlos dizendo pelo telefone, com uma arma apontada para sua cabeça, depois de dias e mais dias de tortura pelos policiais do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS,) o código que usavam para se encontrar: “Aqui é o Ernesto, vou à gráfica hoje”. Tudo fazia parte de um quebra-cabeças insólito cujas peças foram se encaixando pouco a pouco através da superposição das versões de testemunhas que estiveram próximas ao protagonista: Carlos Marighella. O mesmo seguiu o caminho de costume, "era apenas mais um encontro": Exatamente em frente ao número 800 da Alameda, uma caminhonete permanecia estacionada com policiais, e próximo dali, dentro de um carro, acariciavam-se um casal de namorados. Tudo não passava de uma armadilha. Marighella entrou no carro onde estavam os freis. Seus amigos pularam para fora do automóvel, foi tudo muito rápido, esse era o plano dos militares que se encontravam em lugares estratégicos. Percebendo a emboscada, Marighella tentou reagir, mas foi morto a tiros pelos policiais da caminhonete. Durante o tiroteio, o casal de namorados do carro também penetrou na armadilha contra o inimigo número 1 do governo militar: os supostos amantes eram, na verdade, o delegado Sérgio Fleury e Estela Borges Morato, investigadora do DOPS que simulou namorar Fleury. Baleada no tumulto que igualmente deixara morto o protético Friederich Adolf Rohmann, faleceu ali mesmo. O plano teve seu êxito, estava morto o principal inimigo dos militares. e seu corpo exposto por vários veículos da imprensa. Mas a partir daquele momento, construía-se mais um herói nacional que, anos mais tarde, seria homenageado pelas autoridades brasileiras. O corpo de Carlos Marighella encontra-se hoje sepultado em uma jazigo desenhado especialmente para ele por ninguém menos que Oscar Niemayer. Na lápide a frase: “Não tive tempo para ter medo”.
Marighella, um dos personagens mais interessantes do século XX, é, senão uma unanimidade, pelo menos uma personalidade que merece muito mais atenção. E, aos poucos, isso que vai acontecendo. O militante que doou a sua vida pela transformação da sua realidade. Carlos Marighella era baiano, mulato, comunista, guerrilheiro e poeta. Sua trajetória é, ao mesmo tempo, uma manifestação de vida superabundate. Alguém que ousou formular claramente até as últimas consequencias o que até então se murmurava no Brasil cativo. Sua luta ficará eternamente como um modelo insubstituível para a juventude. Nascera na rua do Desterro, em Salvador, filho de uma negra, Maria Rita, de pais escravos, e de um imigrante italiano, Augusto. Fora aluno da antiga Escola Politécnica da Bahia para cursar Engenharia Civil. Datam desta época suas réplicas em exames documentadas em poesia. Brilhante, Carlos apontava desde cedo seu enorme conteúdo e raciocínio veloz. Tamanha era a dimensão de criatividade e audácia que, durante a efervescência política da década de 1930 que assombrava o Brasil de lado a lado, Marighella decide ingressar na Juventude Comunista.
Contudo, os homens do poder não sabiam exatamente com quem lidava, aquele modesto estudante e militante da Juventude Comunista se tornaria um dos maiores guerrilheiros urbanos que o Brasil já teve e um escritor, mestre das palavras. O Estado, se descuidou quando fizeram pouco caso das teorias de um jovem militante que relatava a situação do Brasil, dominado pelas estratégias estadunidenses de erradicação da militância comunista, teorias que seriam abraçadas por cientistas marxistas e por milhares de entusiastas de uma mudança radical contrária ao imperialismo e à ditadura. Eram tempos de Guerra Fria e, ironicamente, os Estados Unidos fariam do “Minimanual do Guerrilheiro Urbano”, escrito pelo próprio Marighella em 1969, um livro base traduzido pela CIA – Central Inteligence Agency, para distribuir entre os serviços de inteligência do mundo inteiro e para servir como material didático na Escola das Américas mantida no Panamá.
É preciso ressaltar que as obras do “guerrilheiro urbano mais perigoso do Brasil” foram censuradas pelo regime militar brasileiro, mas nem por isso não foram editadas. Em 1970, “Pela Libertação do Brasil” ganhou uma versão na França financiada por intelectuais marxistas.
Quando Carlos decidiu abandonar o curso de Engenharia Civil, lá pelos idos de 1934, seu entusiasmo político o faria ingressar no Partido Comunista Brasileiro (PCB). A partir desta decisão, Marighella se torna um dos combatentes centrais do partido, mudando-se para o Rio de Janeiro a fim de trabalhar na reorganização do Partido criado em 1922. Após sua primeira prisão, pelo crime de escrever versos, Carlos conheceria a obscuridade dos porões de duas ditaduras brasileiras por muitas ocasiões. Em 1936, pouco tempo depois de chegar ao Rio de Janeiro, a ditadura de Getúlio Vargas não o aceitaria como cidadão comum brasileiro: era a época de caça aos comunistas, a caça as bruxas. A Revolta Vermelha de 35, mais popularizada como Intentona Comunista, uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas, desempenhada em novembro de 1935 pelo Partido Comunista Brasileiro em nome da Aliança Nacional Libertadora, traria às celas do Brasil nomes relevantes, da luta armada ou não, da época. Entre eles, Graciliano Ramos. Marighella seria preso por subversão pela polícia de Filinto Müller no mesmo ano que outra personalidade perseguida por Vargas fora também presa: Olga Benário. O baiano permaneceria por um ano nas celas. Olga seria enviada para os campos nazistas e assassinada pelo regime de Adolf Hitler. Graciliano sobreviveria e seria libertado anos depois. Novamente na rua, Marighella entra para a clandestinidade, sendo recapturado em 1939. Só sairia de mais este cárcere seis anos depois, com a anistia no processo de redemocratização do Brasil.
Libertado em 1945, elege-se deputado federal constituinte pelo PCB no ano seguinte, defendendo a causa operária, apontando as apavorantes condições de vida do povo brasileiro e o imperialismo desmedido que tomava conta do país. Entretanto, perde seu mandato dois anos depois por banimento do próprio partido pela repressão do governo Dutra. A clandestinidade seria novamente o caminho de vida. Viaja para a China entre 1953 e 1954 para conhecer de perto a recente revolução sínica.
Mas o Golpe Militar e os anos desastrosos ditatoriais estavam por surgir. Enquanto a dança sórdida dos militares dava seus ares na arena do poder com a queda do sistema democrático de eleições, com o bloqueio da posse de João Goulart, após a renúncia armada para Jânio Quadros, Carlos Marighella concebia o amanhã catastrófico que esperava de si sua bravura. Seria nos próximos anos que suas obras mais formidáveis seriam registradas, como “Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil”, escrita em Cuba durante a I Conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade. Antes desta visita à Havana, Marighella já havia renunciado à Comissão Executiva do PCB por discordar dos caminhos “amenos” pelos quais o partido pretendia lutar contra os ditadores. Em 1964, no primeiro ano da ditadura brasileira, fora preso dentro de um cinema. Em 1965, escreve “A crise brasileira”, quando escolhe pela ousadia da luta armada.
O Partido Comunista Brasileiro expulsaria Carlos em 1967 por discordar das ações que o militante tomava para tentar combater a ditadura que Castelo Branco repassava a Arthur da Costa e Silva. Seria em fevereiro do ano inesquecível para história, 1968, que Marighella fundaria o grupo armado Ação Libertadora Nacional (ALN), responsável, junto ao grupo armado Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8), do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick.
Charles Burke Elbrick passava em seu Cadillac pelo bairro de Botafogo quando o grupo de doze pessoas posicionadas em lugares táticos incidiu sobre o carro do embaixador do país mais poderoso e conivente com as ditaduras latino-americanas. O plano se saiu bem-sucedido e entrou para a história como a primeira ocasião que um embaixador tornava-se refém de uma guerrilha. A ALN e o MR-8 buscavam a libertação de 15 presidiários sob poder militar, o que de fato aconteceu. O embaixador foi trocado pelos presos políticos que aterrissaram no México na manhã de 7 de setembro. Marighella, com tantos anos de embates e prisões, fora pendurado nas paredes das ruas e das delegacias brasileiras como inimigo nº 1 do “Estado de ordem, paz e progresso do Brasil”. A tiros, na noite de 4 de novembro de 1969, Marighella deixava o posto de inimigo do Brasil para tornar-se, anos depois, herói da pátria. Qualquer tentativa de retratar a história de um filho da liberdade será sempre um rascunho, um esboço frente a poética da sua grandeza. Seja qual for o texto, as lembranças, a mais nobre vontade de homenagem, é preciso ter em mente que não passará de um tristonho, ainda que belo, rascunho. Marighella,um dos líderes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Autor do "Manual do Guerrilheiro Urbano", fundador da Ação Libertadora Nacional, primeiro movimento armado pós-64, um herói que falou "basta", um líder "humano, demasiado humano", poeta, bravo, exemplo de coragem, dedicação, estandarte que hoje ilumina os prantos daqueles que amam a liberdade revolucionária. Sim, ele não teve tempo ter medo quando tentou mostrar que outro mundo é possível. Aqui deixei, apenas simples palavras, um pouco da sua história. Abaixo, um brevevídeo com o depoimento do Carlos Augusto Marighella, filho de Carlos Marighella, Carlos Augusto que também defendeu, desde a juventude, como líder do Movimento Estudantil Estadual da Bahia, as liberdades democráticas no país.
Por Claudio Castoriadis
Fonte:
Bibiano Girard
Sobre o Autor:
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A definição: bullying é um
termo em inglês utilizado para designar a
prática de atos agressivos entre estudantes (Olweus, 1998; Ruiz, 1997 a,
b; Martinez, 2001, Fante, 2004).
Traduzido ao pé da letra é como se fosse uma
intimidação, em outras línguas: acoso e amenaza em espanhol, mal-tratos
entre pares em português, harcelement quotidien em francês, uma intimidação, um assédio cotidiano (Fante, 2004) dentre
outras definições internacionais.
Esse fenômeno, sádico, ou
humano, demasiado humano, bullying -
alimenta a delinquência e remete a outras formas de violência explícita, produzindo,
em larga escala, pessoas estressadas, deprimidas, com baixa autoestima,
configura um mundo de frustração – reduzindo a capacidade de autoafirmação. Além
de propiciar o desenvolvimento de sintomatologias de estresse, de doenças
psicossomáticas, transtornos mentais e de psicopatologias graves.
O bullying é hoje, sem dúvida, um dos temas mais discutidos,
em todo o mundo, o que
desperta crescente interesse nas diversas ciências e esferas sociais. Em meio às discussões, o que
é natural, surge uma infinidade de
opiniões, ideias, sugestões, estudos, publicações
e etc., que tentam explicar o
fenômeno e os motivos que leva um
indivíduo ou grupo a agir deforma
deliberada e, muitas vezes, tão cruel.
Os agravantes de tal prática:
interferência drástica no processo de aprendizagem e de socialização, que
estende suas consequências para o resto da vida podendo chegar a um desfecho
trágico. Em situações de ataques mais violentos, contínuos e que causem graves danos
emocionais- enfim, um ato de extrema violência.
Um fenômeno, nem velho, nem novo, dentre as
formas de violência física e moral, tem
se tornado comum nesse cotidiano já indigesto; uma forma de violência muitas
vezes não explícita que nos faz refletir sobre uma peculiaridade: trata-se de um problema entre as relações
interpessoais, mas cujas intenções ou
causas são de ordem intrapessoal.
Porém, de cada ferida pode
nascer uma flor. Devemos acreditar nisso! Temos que pensar em nosso próximo
como reflexo do nosso “EU”. Deixo aqui
para os leitores, educadores, pais, amigos e amigas um breve e lindo poema do Shane.
Para quem ainda não conhece seu trabalho e lição de vida, aconselho esse poema
que trata sobre essa temática do bullying com seriedade e arte. Shane é um artista maravilhosamente talentoso; seus
poemas estão repletos de paixão e inteligência. Seu desempenho traz um elemento
emocional, inspirando-os a acreditar que tudo é possível.
O vídeo abaixo foi feito por
87 animadores e motion artists, cada um produziu 20 segundos de animação para
ilustrar com beleza e emoção o poema To this day (“Ainda hoje”, tradução livre)
de Shane Koyczan.
O vídeo aborda a história de
três pessoas diferentes, que foram alvos de formas diferentes de outras
pessoas, sejam por besteiras faladas quando criança (sua própria experiência
pessoal), seja por não se encaixar no padrão de beleza dos outros (por causa de
um sinal), seja por uma criança pequena entrar em depressão pela falta dos
pais.
Um forte abraço!
Claudio Castoriadis
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A única maneira de se ficar mais esperto é jogando contra alguém mais esperto.
Fundamentos do Xadrez, 1883.
Pense como que pensa, não apenas como quem respira... Claudio Castoriadis
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Crianças da aldeia de Arakib, que foi demolida pela 50ª vez em dois anos pelas forças da ocupação israelense, segurando uma faixa dizendo: nós vamos ficar aqui, não vamos sair, 09/05/2013
Children of Arakib village, which was demolished for 50th time in two years by Israeli occupation forces, holding a banner saying: we will stay here, will not leave , 09/05/2013
Orgulho de ser gaúcho, a maioria do povo do Rio Grande do Sul tem. No entanto, muitos não conhecem bem a História do estado, nem os nomes de muitos personagens que fazem parte dela. Honório Lemes é um deles, e pode-se dizer que é “um dos grandes”.
A História gaúcha definitivamente não é um exemplo de pacifismo, mas as por vezes violentas revoluções serviram para definir as virtudes deste povo, simbolizadas nas atitudes dos heróis que lutaram pela melhoria do estado. Grandes homens cujos nomes deveriam ser lembrados; ou melhor, nunca esquecidos.
Tendo nascido em 23 de setembro de 1864, em Cachoeira do Sul, Honório Lemes da Silva participou ativamente da Revolução Federalista aos 29 anos.
Manoelito Carlos Savaris, presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e estudioso da História do Rio Grande do Sul, afirma que “Honório Lemes participou da Revolução, iniciando como oficial subalterno na força federalista de Manoel Machado Soares, que foi quem o cognominou de Leão do Caverá”. A denominação, de acordo com Mariza Santos, foi lhe dada em função do amplo conhecimento que tinha da Serra do Caverá, onde batalhou na Brigada
Por Claudio Castoriadis
Foto by Claudio Castoriadis
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— A princípio Onde eu me vejo Eu não sou Claudio Castoriadis
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William Gerald Golding nasceu em 1911, na Inglaterra. Em 1935, após publicar uma pequena coleção de poemas, gradua-se em literatura inglesa em Oxford. Trabalhou como escritor, ator e produtor em pequenas companhias de teatro até tornar-se professor em Salisbury.
Em 1940, entra para a Marinha inglesa. Durante a Segunda Guerra Mundial, participa da perseguição e afundamento do navio alemão Bismarck e também do desembarque das tropas aliadas na Normandia, em 1944. Após a guerra, volta a lecionar.
Seu romance de estreia foi O Senhor das Moscas, publicado em 1954. Na sequência, viriam Os Herdeiros (1955) e Queda Livre (1959), entre outros títulos. No ano de 1980, seu livro Ritos de Passagem rende-lhe o Booker Prize inglês, um dos mais importantes prêmios literários do mundo.
Em 1983, como reconhecimento pela sua obra, é agraciado com o Prêmio Nobel de literatura.
Golding morreu em 1993, deixando um romance inacabado, The Double Tongue (A Língua Dupla).
A LÍNGUA DUPLA - WILLIAM GOLDING
Na época de sua morte em 1993, a última obra de William Golding. O livro conta a história de Arieka como ela olha para trás sobre sua vida como um porta-voz do Deus Apolo, no primeiro século. A obra mostra um Golding voltado em um novo caminho criativo e ainda mantendo seu fascínio com a Grécia.
Por Claudio Castoriadis
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Você que reclama por seus
direitos, já pensou no desaparecimento de aproximadamente 2.000 índios da etnia
Waimiri-Atroari durante a ditadura militar? O sumiço dos indígenas, cujo
território se estendia de Manaus até o sul de Roraima, ocorreu entre 1968 e
1983, época em que o governo federal construiu a rodovia BR-174 --ligando a
capital amazonense a Boa Vista-- para atrair à região projetos de mineração de
multinacionais.
Pense nisso, o preço que se paga
em viver pode ser alto....Mas, não adianta resmungar feito um demagogo fascista
que só pensa em vomitar o próprio veneno no seu próximo!! Depois de formado o
alto índice de pobreza, se torna mais difícil lidar com as consequências que
acompanham o fenômeno. Tenta pensar de verdade.
Não é de hoje que a sociedade
capitalista vem se alimentando da exploração e alienação de milhões de seres
humanos.
Liberdade, respeito, dignidade para todos!!
Por Claudio Castoriadis
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Essa frase na verdade faz parte de um apêndice com poemas acrescentado à segunda edição do livro A Gaia Ciência, em 1887!
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Tenho em mente que apenas um sentimento pode superar o sentimento do poeta: o místico – por ser sofisticado, leve, duradouro e imperturbável, na medida que a clarividência extasiada do poeta deve ser periodicamente alternada com estados de consciência divina, lastimável, abençoado. Quanto mais alto, além de todos os limites do ser, da sua sombra, se elevar o estado de inspiração. Bem dizer os momentos de sofrimento, com os quais ele paga seu estado de inspiração e encanto. Deveríamos considerar o poeta mais digno de veneração do que qualquer outro artista, quase com um direito à reverência, inalcançável. Pois sua arte se relaciona com o conjunto das demais artes. O poeta dança através da intuição intelectual, a essência do mundo lhe pertence e essa essência ele chamou de poesia.
Por Claudio Castoriadis
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“Ao cacete. E gangrena.” Disse assim, textualmente. Um absurdo. Quanto “ao cacete”, ainda vá lá. Apesar de que há maneiras mais claras de dizer isso, você não acha? Mas, “e gangrena”? Estava sentado escrevendo à máquina naquele escritório. Estivera ali escrevendo à máquina, certamente algum comentário sobre basquete. No final do campeonato sempre se faz um balanço da temporada. Não sei pra quê. De todas formas, sempre se conclui o mesmo: os jogadores não são os culpados, mas sim, o técnico. Disse: “Ao cacete”, e eu perguntei: “O que você disse, Oribe? Não porque não tivesse entendido, mas porque o que tinha entendido me parecia um tanto estranho. Então, ele me olhou, ou melhor, fixou o olhar, por cima de minha cabeça, neste calendário, e proferiu o restante: “E gangrena”. A partir de então, ninguém mais pôde detê-lo. “Ao cacete. E gangrena. Ao cacete. E gangrena”. Chamei o Peretti e ele me ajudou. Juntos, o levamos à enfermaria. Não opôs resistência. Suava, e até tremia um pouco. Eu dizia pra ele: “Mas, Oribe, meu velho, que acontece?” E ele com sua cantilena: “Ao cacete. E gangrena”. Depois de quinze anos trabalhando juntos (bem, está certo, vizinhos ao menos, ele esportes , eu policial ), algo assim impressiona. Ainda mais que o Oribe é um cara simpático, expansivo, que está sempre contando até os mais insignificantes detalhes de sua vida. Você vê, acho que conheço cada canto da sua casa e olha que nunca estive lá. Conheço só pela minuciosidade das descrições dele. Posso até fazer um mapa, se você quiser. Posso te dizer o que a mulher dele guarda em cada gaveta do armário, aonde o moleque deixa a mochila da escola e de que cor são as escovas de dente e aonde esconde seus livros sobre marxismo. Sabia que ele é bolche? Quinze anos de intimidade. De repente, isto.
O sentido geral da expressão “perspectivismo” – como um modo de se conceber criticamente o “valor” e os “domínios do conhecimento” – já está presente nos primeiros escritos de Nietzsche, especialmente nos fragmentos póstumos de 1872/1875 (que deveriam constituir O Livro do Filósofo) e no ensaio “Verdade e mentira no sentido extra-moral” (1873). Porém, só a partir da década de 1880 o termo aparece explicitamente formulado (sobretudo em A Gaia Ciência,ex.: §354 e §374).
Em vários fragmentos dos anos 80, em especial os do final de sua vida lúcida este seu pensamento é abordado com grande ênfase. o perspectivismo nietzschiano (que se insere na perspectiva do pensamento contemporâneo) sugere uma superposição de visões, um entrelaçamento de olhares, multiplicidade de focos.
O uso cada vez mais recorrente do termo “perspectivismo” em círculos intelectuais variados, de modo especial, mas não exclusivamente, no debate filosófico contemporâneo, por si só justifica uma tentativa de compreensão do que se quer dizer com o mesmo. Defensores e críticos do perspectivismo muitas vezes não falam sobre a mesma coisa. O termo adquiriu, como não é raro ocorrer, uma pluralidade semântica que parece se confundir com aquilo mesmo que o termo quer significar. O perspectivismo é, entre outras coisas, a afirmação de que há uma pluralidade de sentidos, uma polissemia irredutível, no limite, a uma definição unívoca e não ambígua. Num aforismo de título Nosso novo “infinito”, Nietzsche dá conta disso: “penso que hoje, pelo menos, estamos distanciados da ridícula imodéstia de decretar, a partir de nosso ângulo, que somente dele pode-se ter perspectivas. O mundo tornou-se novamente ‘infinito’ para nós: na medida em que não podemos rejeitar a possibilidade de que ele encerre infinitas interpretações”. Portanto, não é por acaso que “perspectivismo” ocorre em diversos empregos.
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Enquanto o inverno prosava com
a primavera. Minhas orações não podiam escapar da morte
Chegava zunindo, rastejando
das laterais escuras das montanhas
Golpeando a tempestade,
A mais cálida esperança
Eu deixo sua pele nas encostas
do tempo
Sangue de verdade - um dilúvio
em meu corpo.
Dai-nos sol, a vida sente
inveja
A morte não é, ela deve ser
Como pele de veludo
Sequiosa e medieval
Exausta de fadiga
Somente o silêncio, e nada
mais
Por Claudio Castoriadis
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O escritor uruguaio Mario
Benedetti (1920-2009) desbravou em vida escritos de teor filosófico e existenciais. Seus
poemas tocaram o tema da morte, da solidão, de sentir a proximidade do fim. “Mario ocupava um lugar muito maior do que ele
mesmo achava”, afirmou certa vez o português José Saramago. Os
amigos se despediram dele com respeito e palavras que, unidas, configuram sua
maestria. “Que será de nós sem sua bondade inexplicável?”, perguntou Eduardo
Galeano.
Poeta, novelista, dramaturgo,
crítico e jornalista, Benedetti pode ser considerado o maior nome da literatura
uruguaia recente. A poesia foi Intrínsecana sua pessoa, nunca parou de escrever, mesmo quando estava gravemente doente.
RESUMO
Resumindo
digamos que oscilamos
entre alegria e tristeza
quase como dizer
entre o céu e a terra
ainda que o céu de agora e o
de sempre
se ausente sem aviso
as ideias vão se tornando
sólidas
sensações primárias
palavras ainda em rascunho
corações que batem como
máquinas
serão nossos ou de outros?
este choro de inverno não é
igual
ao suor do verão
a dor é um preço / não sabemos
o custo inalcançável da
sabedoria
pensamos e pensamos duramente
e uma paixão estranha nos
invade
cada vez mais tenaz
mas mais triste
resumindo
não somos o que fomos
nem menos do que fomos
temos uma desordem na alma
mas vale a pena sustentá-la
com as mãos / os olhos / a
memória
tentemos pelo menos nos
enganar
como se o bom amor
fosse a vida
(Tradução de Denise Mota)
Por Claudio Castoriadis
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Um bom poema apenas precisa
"ser" não mais que isso nem aquilo, apenas seja. Nessa estética somos convidados a embarcar em
uma aventura literária e poética das poucas palavras: os haicais. Para quem
ainda não é familiarizado com a o termo se trata de formas poéticas japonesas
surgidas no século XVI. Os Haicais
chamam atenção pela maneira sucinta e harmônica que eles têm.
Sucinta? Literalmente ou
falando de forma não conceitual, não encontro palavras para descreve um estilo
composto por três linhas que consegue captar um momento presente, abrindo
nossas mentes para sensações e lugares. Foi o mestre japonês Matsuo Bashô quem tornou
essa arte conhecida, divulgando-a em diários de viagem.
Claro que aqui no Brasil temos
aqueles que se banharam nesse estilo, vários escritores desse tipo de texto,
como Alice Ruiz, Paulo Leminski, Paulo Franchetti . Segundo o poeta Teruko no
Brasil, o haicai alcançou o grande público por meio de três correntes: a que
valoriza o conteúdo, a que valoriza a forma e a que valoriza a palavra de
estação. O haicai não é poema que se resolve por si, não é produto final, como
a trova, por exemplo, cuja mensagem é entregue pronta e acabada para o leitor.
Daí que há quem diga que haicai não é poesia. É sugestão poética, ensinam os
mestres. Há uma frase atribuída a Bashô, que diz o seguinte: “por trás das
poucas linhas [do haikai] existe uma cultura milenar. Primeiro adquirir a
atitude para depois compreender”
Segundo o escritor Paulo
Franchetti um bom haicai é aquele que tem a modéstia e o despojamento da
linguagem como valores centrais, aquele que não se satisfaz na banal exibição
de virtuosidade técnica ou capacidade de associação brilhante. Um bom haicai é
um texto que se limita voluntariamente a apenas situar uma dada percepção
sensória, objetiva, num campo maior de referências (objetivas ou subjetivas)
onde ela ganhe sentido e componha um quadro único; um texto que traz para o
leitor a presentificação de um instante como algo inacabado, aberto, um esboço
ou um diagrama do choque entre a sensação fugaz e irrepetível e seu longo ou
profundo ecoar nas diversas cordas da sensibilidade e da memória.
Abaixo deixo uns exemplos do Paulo
Leminski e Alice Ruiz. Boa leitura!
Primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano
Paulo Leminski
tudo começa
do mesmo jeito
diferente
o que se quebra
pesa mais
do que o sonho leva
como se o dia
não passasse
dessa noite
Autora: Alice Ruiz Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >