quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Brasil: o mito da democracia racial


Novamente fico na mesma tecla: é importante delimitar uma problemática. As pessoas esquecem em debater sobre cota e vão argumentar especulações filosóficas sobre a vida. Quem pode e quem não pode.  O mito da democracia racial, construído por Gilberto Freyre e vários intelectuais não cabe mais em nosso contexto. Porém, existe uma coisa chamada imaginário coletivo, onde muita gente guarda seus valores, e deixam vingar a ideia de que nosso problema seja social, de classe socioeconômica, e não da cor da pele, faz com que ainda subsista a ascensão conservadora estática da elite. Apesar das leis 10.639 e 11.645 tornarem obrigatório o ensino da cultura, da história, do negro e dos povos indígenas na sociedade brasileira - nosso país não deixou de lado seu racismo mesmo com sua máscara de um estado multicultural. Primeiro negro eleito para presidir o Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Carlos Alberto Reis de Paula em alto e bom tom classifica a sociedade brasileira como "racista e discriminatória" "É racista, discriminatória e usa de discriminação por um motivo muito simples: uma questão cultural”.




Por Claudio Castoriadis

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