quinta-feira, 25 de abril de 2013

Tocando o silêncio...


Cálida esperança



Enquanto o inverno prosava com a primavera. Minhas orações não podiam escapar da morte
Chegava zunindo, rastejando das laterais escuras das montanhas
Golpeando a tempestade,
A mais cálida esperança
Eu deixo sua pele nas encostas do tempo
Sangue de verdade - um dilúvio em meu corpo.
Dai-nos sol, a vida sente inveja
A morte não é, ela deve ser
Como pele de veludo
Sequiosa e medieval
Exausta de fadiga
Somente o silêncio, e nada mais



Por Claudio Castoriadis
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fa- "vela"


Mario Benedetti (1920-2009): “Que será de nós sem sua bondade inexplicável?”



O escritor uruguaio Mario Benedetti (1920-2009) desbravou em vida  escritos de teor filosófico e existenciais. Seus poemas tocaram o tema da morte, da solidão, de sentir a proximidade do fim.  “Mario ocupava um lugar muito maior do que ele mesmo achava”,   afirmou certa vez o português José Saramago. Os amigos se despediram dele com respeito e palavras que, unidas, configuram sua maestria. “Que será de nós sem sua bondade inexplicável?”, perguntou Eduardo Galeano.

Poeta, novelista, dramaturgo, crítico e jornalista, Benedetti pode ser considerado o maior nome da literatura uruguaia recente.  A poesia foi Intrínseca na sua pessoa, nunca parou de escrever, mesmo quando estava gravemente doente.




RESUMO

Resumindo
digamos que oscilamos
entre alegria e tristeza
quase como dizer
entre o céu e a terra
ainda que o céu de agora e o de sempre
se ausente sem aviso
as ideias vão se tornando sólidas
sensações primárias
palavras ainda em rascunho
corações que batem como máquinas
serão nossos ou de outros?
este choro de inverno não é igual
ao suor do verão
a dor é um preço / não sabemos
o custo inalcançável da sabedoria
pensamos e pensamos duramente
e uma paixão estranha nos invade
cada vez mais tenaz
mas mais triste
resumindo
não somos o que fomos
nem menos do que fomos
temos uma desordem na alma
mas vale a pena sustentá-la
com as mãos / os olhos / a memória
tentemos pelo menos nos enganar
como se o bom amor
fosse a vida

(Tradução de Denise Mota) 




Por Claudio Castoriadis

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Uma coisinha de Haicai


Uma coisinha coisada...
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Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

domingo, 21 de abril de 2013

Haikai: primeiro adquirir a atitude para depois compreender



Um bom poema apenas precisa "ser" não mais que isso nem aquilo, apenas seja. Nessa estética somos convidados a embarcar em uma aventura literária e poética das poucas palavras: os haicais. Para quem ainda não é familiarizado com a o termo se trata de formas poéticas japonesas surgidas no século XVI. Os Haicais chamam atenção pela maneira sucinta e harmônica que eles têm.

Sucinta? Literalmente ou falando de forma não conceitual, não encontro palavras para descreve um estilo composto por três linhas que consegue captar um momento presente, abrindo nossas mentes para sensações e lugares.  Foi o mestre japonês Matsuo Bashô quem tornou essa arte conhecida, divulgando-a em diários de viagem.

Claro que aqui no Brasil temos aqueles que se banharam nesse estilo, vários escritores desse tipo de texto, como Alice Ruiz, Paulo Leminski, Paulo Franchetti . Segundo o poeta Teruko no Brasil, o haicai alcançou o grande público por meio de três correntes: a que valoriza o conteúdo, a que valoriza a forma e a que valoriza a palavra de estação. O haicai não é poema que se resolve por si, não é produto final, como a trova, por exemplo, cuja mensagem é entregue pronta e acabada para o leitor. Daí que há quem diga que haicai não é poesia. É sugestão poética, ensinam os mestres. Há uma frase atribuída a Bashô, que diz o seguinte: “por trás das poucas linhas [do haikai] existe uma cultura milenar. Primeiro adquirir a atitude para depois compreender”

Segundo o escritor Paulo Franchetti um bom haicai é aquele que tem a modéstia e o despojamento da linguagem como valores centrais, aquele que não se satisfaz na banal exibição de virtuosidade técnica ou capacidade de associação brilhante. Um bom haicai é um texto que se limita voluntariamente a apenas situar uma dada percepção sensória, objetiva, num campo maior de referências (objetivas ou subjetivas) onde ela ganhe sentido e componha um quadro único; um texto que traz para o leitor a presentificação de um instante como algo inacabado, aberto, um esboço ou um diagrama do choque entre a sensação fugaz e irrepetível e seu longo ou profundo ecoar nas diversas cordas da sensibilidade e da memória.


Abaixo deixo uns exemplos do Paulo Leminski e Alice Ruiz. Boa leitura!


Primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano

Paulo Leminski



tudo começa
do mesmo jeito
diferente

o que se quebra
pesa mais
do que o sonho leva

como se o dia
não passasse
dessa noite

Autora: Alice Ruiz 



Por Claudio Castoriadis
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Navio Negreiro: um dos mais conhecidos poemas da literatura brasileira.


A questão da escravidão


Publicado em 1883, doze anos após a morte do autor, Os Escravos reúne as composições anti-escravagistas de Castro Alves, entre elas, os famosos poemas abolicionistas “O Navio Negreiro” e “Vozes d’África”.

Antônio de Castro Alves nasceu em Curralinho (hoje Castro Alves), na província costeira da Bahia em 14 de março de 1847, filho de um médico. Depois de receber o melhor ensino secundário disponível, Antônio entrou na escola de direito. Ele havia começado a compor poesia ainda mais cedo e escreveu alguns dos seus poemas mais impressionantes, enquanto era  estudante. Um acidente de caça levou à amputação de um pé, e ele saiu da escola. Após 9 meses de andanças pelo sertão do Brasil, estabeleceu-se em Salvador. Ele morreu de tuberculose aos 24 anos em 06 de julho de 1871. Apenas um livro de poemas, Espumas Flutuantes (1870), foi publicado antes de sua morte, mas outros foram lançado postumamente.

Castro Alves não foi o primeiro poeta romântico a tratar do tema da escravidão. Antes dele, Gonçalves Dias, Fagundes Varela e outros abordaram a questão. No entanto, nenhum poeta foi mais veemente e engajado à causa social e humanitária do abolicionismo como ele. Castro Alves procurou aprofundar as implicações humanas da escravatura adequando a sua eloquência condoreira à luta abolicionista.

O Navio Negreiro

Um dos mais conhecidos poemas da literatura brasileira, O Navio Negreiro Tragédia no Mar foi concluído pelo poeta em São Paulo, em 1868. Quase vinte anos depois, portanto, da promulgação da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico de escravos, de 4 de setembro de 1850. A proibição, no entanto, não vingou de todo, o que levou Castro Alves a se empenhar na denúncia da miséria a que eram submetidos os africanos na cruel travessia oceânica. É preciso lembrar que, em média, menos da metade dos escravos embarcados nos navios negreiros completavam a viagem com vida. Composto em seis partes, o poema alterna métricas variadas para obter o efeito rítmico mais adequado a cada situação retratada. Assim, inicia-se com versos decassílabos que representam, de forma claramente condoreira, a imensidão do mar e seu reflexo na vastidão dos céus. Deixo aqui aos leitores a primeira parte desse lindo poema. 

“'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço 

Brinca o luar - dourada borboleta; 
E as vagas após ele correm... cansam 
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento 

Os astros saltam como espumas de ouro... 
O mar em troca acende as ardentias, 
- Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos 

Ali se estreitam num abraço insano, 
Azuis, dourados, plácidos, sublimes... 
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas 

Ao quente arfar das virações marinhas, 
Veleiro brigue corre à flor dos mares, 
Como roçam na vaga as andorinhas.

É interessante lembrar que o poema se inicia com a supressão da vogal e inicial da palavra Estamos, grafada ‘Stamos para que o poeta forme um verso decassílabo. É um recurso tipicamente romântico: a expressão suplanta o cuidado formal.

A arte da sua escrita brinda seus leitores quando suplanta o cuidado formal com expressões próprias de um artesão das palavras com técnicas  através de versos heptassílabos, heterossílabos, alternando decassílabos,  hexassílabos.



Boa Leitura!!




Por Claudio Castoriadis




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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Redução da maioridade: não adianta gritar seus direitos de forma equivocada



Não adianta gritar seus direitos de forma equivocada. O que está em discussão, no Brasil, não é a tentativa de resolver o problema da violência e da criminalidade com essa questão da redução da maioridade. Os verdadeiros problemas, tais como a desigualdade social, a falta de perspectiva, o abandono, a falta de saúde, de educação, entre outros, sequer estão sendo cogitados. Eles não se importam com nossos menores, eles não se importam com nossa situação de desespero.

Preciso lembrar quem são os responsáveis pela miséria e violência em nosso País? Preciso alfinetar lembrando que nesse caso “o buraco não é mais em baixo” e sim “mais em cima”? Quem apoia esse tipo de redução não reparou que somos 24 horas surrados com elementos típicos de uma sociedade de consumo conspícuo, onde o ter suplanta o ser, o que contribui para o aumento da economia criminosa. Sim, nossa violência é subproduto  de uma economia criminosa.

Eduardo Galeano, na obra De pernas Pro Ar: A escola do mundo ao avesso, revela que cerca de um quarto da população infantil e infanto-juvenil vive, ou melhor, sobrevive em total miséria.

No Brasil, de acordo com o relatório anual da Unicef, em 2004, mais de vinte e sete milhões de crianças foram consideradas abaixo da linha da pobreza, cuja renda familiar dos pais não alcança nem mesmo o salário mínimo, e estima-se que hoje esse número possa ter aumentado - ou diminuindo?

É lamentável e assustador o grau de violência que chegamos. Agora, não podemos negar  que o adolescente que executa um delito é formado socialmente por elementos fetichizadores, “Tenha isso”, “ande assim”, “não tenha espinhas”, “use as melhores roupas”. Nossa cultura está se convertendo em uma cultura do medo, do terror. Ou você tem algo, ou você não é nada. Elementos peculiares da sociedade capitalista madura, resultado da inversão das mediações de primeira ordem pelas mediações de segunda ordem: seja o melhor, consuma.

E levando em conta que em uma sociedade cujo consumo é colocado ao ponto máximo da satisfação humana, gerando o seu contrário: a miséria social, crianças com menos de dez anos de idade realizam expedientes nos esquemas de tráficos de drogas em quase todas as grandes cidades. Pelo trabalho de “olheiros” ou de “aviões”, recebem remuneração que supera em muito o salário dos pais, quando estes os têm. Porém, este trabalho exige uma dedicação que faz da “profissão” um caminho quase sem volta. Essas crianças tendem a ascender dentro do esquema criminoso, buscando, com isso, status e realização pessoal, já que a economia criminosa as colocam em condições de consumistas e desumanas.

A diminuição da idade penal, ou o aumento do tempo de internação, é uma medida que não resolverá o problema. Os estudos de criminologia demonstram que o recrudescimento da lei não produz o efeito desejado.

Exemplo disso é a extorsão mediante sequestro, que era um crime raro no Brasil até o começo dos anos 80, apesar de ter pena mais branda que a atual. Em 1990, após casos de repercussão, foi aprovada a Lei dos Crimes Hediondos, que aumentou severamente a pena e agravou seu regime de cumprimento (progressão de pena e livramento condicional). Apesar disso tudo, não houve diminuição desses crimes. 




Por Claudio Castoriadis

terça-feira, 16 de abril de 2013

José Miguel Insulza :miséria moral e política


Argentina, Equador, Uruguai, México, Cuba, Bolívia, Haiti, Nicarágua, China, Rússia, Irã, etc. não tenho dúvidas sobre a legalidade, transparência e equidade do processo e os resultados das eleições na Venezuela.

No entanto, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, apoiou a implementação de uma recontagem dos votos da eleição para determinar quem é o vencedor: se o candidato do governo, Nicolas Maduro, o requerente opositor, Henrique Capriles.

Mais uma vez, a miséria moral e política desse personagem é revelado, para a vergonha de um organismo que se encontra despalperavel como a OEA





Fonte 

Alegados apoiantes de Capriles atacaram a sede do governador de Miranda


Ao meio-dia de terça-feira, várias pessoas, supostamente seguidores de Capriles, atacaram a sede do governo do estado, em Los Teques Miranda.

O ataque começou pouco depois de Nicolas Maduro ter condenado as atividades violentas no país na segunda-feira, por seguidores Capriles. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o chavista Cabello, disse que pedirá nesta terça-feira (16) uma investigação formal para responsabilizar o opositor Henrique Capriles pela violência que deixou pelo menos sete pessoas mortas durante manifestações convocadas pela oposição.

Nicolás Maduro foi oficialmente declarado vencedor nas eleições presidenciais da Venezuela, com 50,7% dos votos. Os apoiantes de Henrique Capriles, que contestou o resultado revelado pela autoridade eleitoral e que lhe atribui 49,1% da votação, saíram às ruas de Caracas em protesto na noite de segunda-feira. As manifestações tornaram-se violentas e sete pessoas morreram, segundo o último balanço. 

Capriles pedira que, se Maduro fosse proclamado Presidente, os venezuelanos levassem tachos para a rua e batessem “com força”. (será que ele falou no sentido literal?) “Este país pede ordem e paz e eu sou um construtor do progresso”, disse o líder da oposição ao "chavismo", numa conferência de imprensa em Caracas. 

Ao contrário do que pensa o candidato derrotado, Capriles. Se os confrontos continuarem, é bem provável que sua atitude imprudente danifique sua imagem política sendo associado ao golpe midiático e militar que derrubou Hugo Chávez, acusado de ser um ditador.

Em abril de 2002, após derrubar Chávez na madrugada do dia 12, em menos de 24 horas a oposição fechou o Congresso, a Corte Suprema, derreteu todos os poderes. Capriles, então prefeito de Baruta, pulou o muro da embaixada de Cuba para prender governistas refugiados. Os EUA trabalharam pelo golpe e apoiaram o novo governo. George W. Bush era o presidente. Lembrando, aquele Bush que perdeu a eleição popular para Al Gore, não aceitou recontagem e levou no tapetão, nas cortes




Por Claudio Castoriadis

Fonte 


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A União das Nações Sul Americanas (UNASUL) Saudou nesta segunda-feira o "espírito cívico" do povo venezuelano

A União de Nações Sul-americanas (Unasul) saudou nesta segunda-feira o "espírito cívico" do povo venezuelano nas eleições presidenciais de domingo e pediu respeito aos resultados oficiais, segundo comunicado divulgado em Montevidéu.


A missão saudou "o povo venezuelano pelo espírito cívico e democrático demonstrado em ocasião do ato eleitoral", indicou o comunicado, assinado pelo secretário-geral da Aladi, o argentino Carlos Alvarez, e pelo uruguaio Wilfredo Penco, coordenador geral da missão.
"A Unasul sempre foi testemunha de um amplo exercício de cidadania e liberdade por parte do povo venezuelano", acrescentou.
Em relação aos resultados eleitorais oficiais, "a Unasul declara - como sustentou desde sua instalação no país - que tais resultados devem ser respeitados por emanarem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), única autoridade competente na questão segundo as disposições constitucionais e legais" da Venezuela.
"Qualquer reivindicação, questionamento ou procedimento extraordinário que solicite algum dos participantes do processo eleitoral, deverão ser canalizados e resolvidos dentro do ordenamento jurídico vigente", concluiu.
O candidato opositor Henrique Capriles afirmou nesta segunda-feira que o governista Nicolás Maduro é um "presidente ilegítimo", enquanto o Conselho Nacional Eleitoral não fizer a recontagem de votos das eleições que no domingo anunciaram o candidato chavista como vencedor por uma apertada margem.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entenda a PEC 37



Não faltam bons argumentos contra a PEC 37

O projeto, conhecido como PEC da Impunidade, pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal, modificando a Constituição Brasileira. Vale lembrar que os grandes escândalos sempre foram investigados e denunciados pelo Ministério Público, que deve atuar em defesa da cidadania de forma independente.

A PEC 37 atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito e independente dos argumentos em favor, quem garante que ele não pode impedir também que outros órgãos realizem investigações, como a Receita Federal, a COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o TCU (Tribunal de Contas da União), as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), entre outros? 

Penso que o problema no Brasil é que a PF e MP trabalham de uma forma que não deveria acontecer: cada um no seu espaço. Como funciona esse trabalho?  Os agentes fazem suas investigações, com responsabilidade. Logo em seguida os resultados são passados ou relatados em um inquérito por um delegado e aí enviadas para o procurador. 

Onde podemos encontrar uma falha? O risco de uma falta de comunicação sem qualquer comunicação prévia do que deveras aconteceu ou pode está acontecendo. Complicado? Creio que sim, mas pode ficar pior quando não acontecer nenhuma ou pouca comunicação futuramente.  Assim as coisas vão se amontoando para o próximo inquérito a ser relatado.

E a situação aqui no Rio Grande do Norte?

Moçada alguém lembra quem está fazendo linha dura contra corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado aqui em Mossoró? Bingo. Se por ventura o PEC 37 for cravado de vez em nossa terrinha? Quem vai continuar? Bingo!! agora eu pergunto: alguém ainda tem dúvida? Quem pode realmente se dá bem com o PEC 37? Não faltam bons argumentos contra a PEC 37.




Por Claudio Castoriadis

segunda-feira, 8 de abril de 2013

V Fórum de Debates Sobre o Sistema Prisional Local de Mossoró-RN



A Coordenação do V Fórum de Debates Sobre o Sistema Prisional Local de Mossoró-RN, tem a honra de convidar Vossa Excelência para participar do próximo debate que tem como tema Investigação Criminal: Análise Constitucional e Prática do Poder de Investigação do Ministério Público e os Efeitos da PEC 37-A/2011 a ser realizado em data de 18 de abril de 2013, às 19 horas, no auditório do SESI Mossoró, sito à Rua Benjamin Constant, nº 65 - Doze Anos Mossoró.


O referido evento tem por objetivo conscientizar e mobilizar a opinião pública em torno da PEC 37-A/2011, a chamada “PEC da Impunidade”, que vigora na Câmara dos Deputados e retira do MP e de outros órgãos o poder investigatório, concedendo exclusividade às Polícias Federal e Civil.

A realização do mesmo, que conta com a presença de diversas autoridades, representantes da polícia judiciária e imprensa, agrega consigo outro fator de suma importância, uma ‘Ação Social’ cujas inscrições são 2kg de alimentos não perecíveis ‘por cada inscrito’, que serão doados para Instituições Beneficentes de Mossoró. 

Sem mais para o momento e aguardando o comparecimento pessoal de Vossa Excelência, que é sem dúvida do interesse de toda população mossoroense, aproveito o ensejo para renovar protestos de consideração e apreço.




Chrystiano Angelo Alves

Coord. do V Fórum de Debates Sobre o Sistema Prisional de Mossoró/RN



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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A ópera Parsifal de Richard Wagner na voz do carismático tenor alemão Jonas Kaufmann.

A ópera Parsifal de Richard Wagner voltou na voz do carismático tenor alemão Jonas Kaufmann.

Parsifal, a última ópera do compositor alemão, desenvolve-se em redor do Santo Gral, conta uma história complexa e mistura elementos filosóficos, éticos e religiosos. Um drama místico que fala do “inocente herói de coração puro”. Como diz Jonas Kaufmann: “Se começarmos a mergulhar em todas essas camadas acabamos por nos incendiar. É algo fantástico e único, como uma viagem transcendental, uma experiência muito misteriosa.”

Vida própria

“Wagner é como fazer ioga – o auto controlo é tudo”, disse o maestro israelita Asher Fisch, que conduziu a orquestra nas últimas duas produções: “Em Parsifal, há que se aceitar, o ritmo interior da peça provém de uma tranquilidade completa. É como tentar baixar o pulso e a pressão sanguínea para fazer a música falar a língua certa, e é um processo muito difícil.”

Kaufmann acrescenta: “É uma experiência muito filosófica e faz-nos pensar no falhanço da humanidade, e no que poderia acontecer se o homem seguisse a ideia “de que o tonto, que nada sabe, acabará iluminado pela piedade e misericórdia que sente pelos outros”. Se formos por aí não haverá guerras, apenas paz, em toda a parte.”

O tenor alemão sublinha a natureza religiosa da ópera: “Houve pessoas que me disseram que esta ópera faz-nos voltar a perceber porque somos cristãos. Alguém na audiência disse à pessoa do lado que sentia muita inveja dos que eram critãos.”

“Alma” num Wagner não religioso

O maestro israelita recusa a teoria da conversão religiosa de Wagner: “Surpreende que Wagner, que não é uma pessoa religiosa, apresente-nos esta peça no final da sua vida, que parece completamente religiosa. Não aceito o facto de Wagner se ter tornado religioso; ele era uma pessoa muito crítica e penso que existe uma certa crítica contra a forma como a instituição religiosa utiliza, de forma tradicional, a religião.”

Mas Kaufmann prefere falar da música: “Ao fim de uma ou duas horas, todo o mundo cede e começa a verdadeiramente ouvir e concentrar-se, mais e mais, e é-se sugado pela música desta peça de Wagner. Demora o seu tempo, mas se isso acontecer, é algo único, algo que nunca se vai esquecer.” 



Sobre Jonas Kaufmann (Munique, 10 de julho, 1969 ) 

É um tenor lirico spinto, alemão. Kaufmann, depois de estudar matemática, completou seus estudos no conservatório de sua cidade natal em 1994. Tendo participado em "master classes" com James King, Hans Hotter e Josef Metternich. Começou a sua carreira profissional no Staatstheater de Saarbrücken em 1994e logo foi convidado a participar em importantes teatros, como a Ópera de Estugarda a Ópera Estatal de Hamburgo, bem como a estreia internacional na Ópera Lírica de Chicago, Ópera Nacional de Paris, no Teatro alla Scala de Milão e Bayerische Staatsoper de Munique. Fez a sua estréia no Festival de Salzburgo em 1999, numa nova produção de Doktor Faust de Busoni e regressou em 2003 como Belmonte na ópera O Rapto do Serralho de Mozart, e para o concerto da Nona Sinfonia de Beethoven com a Filarmônica de Berlim.




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Por Claudio Castoriadis
 

 

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