quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diversidade cultural: Brasil mostra sua cara!!!



Não entendo essa coisa do Brasil se deixar levar por gringos. Desqualifica nossa diversidade cultural quando permite fragmentos da cultura de lá adentrar em nosso meio de forma medonha. E o contágio é geral: Na música, costumes, na língua, nos valores. Não dou uns dias e o meu cachorro só vai querer sanduíches McDonalds e deixar de me obedecer por conta do idioma português. Enfim, qual é a nossa identidade cultural? 

Diversidade cultural engloba as diferenças culturais que existem entre as pessoas, como a linguagem, danças, vestimenta, tradições e heranças físicas e biológicas, bem como a forma como as sociedades organizam-se conforme a sua concepção de moral e de religião, a forma como eles interagem com o ambiente etc.

Durante muito tempo, a ideia de uma identidade cultural não era devidamente problematizada no campo das ciências humanas. Com o desenvolvimento das sociedades modernas, muitos teóricos tiveram grande preocupação em apontar o enorme “perigo” que o avanço das transformações tecnológicas, econômicas e políticas poderiam oferecer a determinados grupos sociais. Nesse âmbito, principalmente os folcloristas, defendiam a preservação de certas práticas e tradições.

Diversos estudos vão contra a ideia de que uma população deve abraçar a sua cultura e garantir todas as formas possíveis de cristalizá-la. “Dessa forma, presenciamos a abertura de novas possibilidades de entender o comportamento do homem com seu mundo”.

Mediante essas questões onde fica o tal jeitinho brasileiro? Futebol, carnaval e mulata? E como pensar o pobre do Zé carioca? E os índios? E Carmen Miranda? Única no movimento das mãos e quadris e no revirar dos olhos verdes, já imaginou ela cantando o que é que o Tio Sam tem ? Enfim, é indubitável que o Brasil é reconhecido pela sua diversidade cultural e isso é uma das principais características do país, que o torna bem conhecido em todo o mundo. Brasil mostra sua cara.



Por Claudio Castoriadis


Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Willian Blake: Uma voz solitária



William Blake nasceu em Londres em 1757, onde viveu praticamente quase toda a sua vida, morrendo em 1827. Filho de um comerciante rico, desde criança gostava de ler e desenhar. Aos dez anos de idade, foi enviado à escola de desenho e, aos quatorze anos, tornou-se aprendiz do famoso gravador James Basire. Dois anos depois, Blake começou a estudar e desenhar as igrejas de Londres, particularmente Abadia de Westminster cuja estilo gótico grandioso impressionou e o fascinou muito. 

O jovem Blake recebeu influência intelectual de seu irmão mais velho Robert, que morreu aos vinte anos vitimado pela tuberculose. Nesta época, dizia ter visto a alma de seu irmão ascendendo ao céu. Aos dez anos de idade, afirmava ver e se comunicar com anjos. A crença no mundo espiritual iria acompanhá-lo por toda vida e influir diretamente no misticismo de sua obra. 

Primeiro dos grandes poetas Românticos ingleses, como também pintor, impressor, e um dos maiores gravadores da história inglesa. Suas imagens incluem o poeta do século 17, John Milton, descendo dos céus na forma de um cometa e caindo sobre o teto do pintor.

Blake foi um rebelde toda a vida; uma voz solitária contra a marcha da ciência e da razão. Talvez por isso tenha sido visto por seus contemporâneos como um lunático e tenha desfrutado de pouco sucesso quando vivo. Ele falava com anjos nas árvores e uma vez foi encontrado no jardim com sua mulher, ambos nus, brincando de Adão e Eva. 

Blake frequentemente é chamado de místico, mas isto não é realmente preciso. Ele escreveu deliberadamente no estilo dos profetas hebreus e escritores apocalípticos. Ele pressentiu que seus trabalhos eram como expressões de profecias, enquanto seguia nos passos de Milton. Na realidade, ele acreditou claramente que foi a incorporação viva do espírito de Milton. 

Aos 67 anos William Blake começou os desenhos para o “Inferno” da Divina Comédia de Dante, e foi tão dedicado que aprendeu o italiano para aprofundar melhor no universo de Dante; trabalhando nestes desenhos até os últimos dias de sua vida. Enfim, a grandeza de William Blake não foi compreendida por seus contemporâneos e ainda hoje, não é vista com o devido merecimento.



Por Claudio Castoriadis







domingo, 28 de outubro de 2012

DOSTOIÉVSKI: ALGUNS ASPECTOS DA OBRA OS IRMÃOS KARAMÁZOVI



Romance dedicado à sua segunda esposa, é obra de fôlego. Trata-se da biografia de Aliéksei Fiódorovitch, um rapaz notável não tanto pelos seus feitos heroicos, mas pela originalidade do seu ser. O autor divide o romance em duas partes, a primeira das quais corresponde a um primeiro momento da juventude do herói, e a segunda ao momento presente. Aliocha é o terceiro filho de um proprietário de terras, que teve dois casamentos, o primeiro dos quais gerou Dimítri, e o segundo Ivan, mais velho que o nosso herói. Aos quatro anos, Aliocha se vê órfão de mãe, e ele e Ivan serão criados pela mulher de um General que adotara, anos antes, sua mãe. Entra para a vida monástica, atraído pela presença de um monge idoso e pobre, respeitado pela sua bondade e sabedoria, o stáriets Zósima. Aos vinte anos, retorna ao convívio paterno, submetendo-se com doçura às inconstâncias de espírito do velho Fiódor Pávlovitch, seu pai, homem avaro e sensual, sujeito às paixões da carne e do espírito.

A trama nos leva ao assassinato do velho, e à acusação do filho Dimítri, de quem o velho planejara roubar a amante. Ivan, irmão mais novo de Aliocha, revive no romance a personalidade marcante de Tchedlóvski, amigo da juventude de Dostoiévski, libertino e místico, por quem este tanto se admirara, e é pela boca de Ivan que Dostoiévski expressa o seu sentimento de religiosidade, embora se declare ateu. O poema O Grande Inquisidor, poema em prosa, que constitui o capítulo V, II Parte, Livro V da obra, constitui um dos pontos altos do romance, em que o seu autor, Ivan ou Dostoiévski, expõe a necessidade de Deus para os homens: “Porque não há para o homem, que fica livre, preocupação mais constante e mais ardente do que procurar um ser diante do qual se inclinar”. Esta ideia retoma o pensamento de Voltaire, segundo o qual “Si Dieun’existait pas, il foudrait l’inventer”, citação da Epístola ao Autor dos “Três Impostores”, mencionada no romance, além de alguns argumentos do Tratado de Metafisica, do mesmo Voltaire. Neste mesmo poema, ainda aparece a frase que constituirá o enigma da nossa proposição: “tudo é permitido”, e que é apresentada, em seu argumento, num encontro entre a Família Fiódorovitch e o velho monge.

Para Ivan, não há nenhuma lei natural que ordene ao homem amar a humanidade; se o amor reinou até o presente sobre a terra, isto se deve não à lei natural, mas unicamente à crença das pessoas em sua imortalidade. Se se destrói no homem a fé em sua imortalidade, não somente o amor secará nele, mas também a força de continuar a vida no mundo. Mais ainda, não haverá então nada de imoral, tudo será autorizado, até mesmo a antropofagia. Nesse sentido, a lei moral da natureza deve tornar-se o inverso absoluto da precedente lei religiosa; o egoísmo, mesmo levado até a perversidade, deve não somente ser autorizado, mas reconhecido como a saída necessária, a mais razoável, a mais nobre. Ao ouvir essa explanação, Dimítri, seu irmão mais velho, se apropria da proposição, repetindo-a e calando-se. Numa discussão com seu pai, a respeito da amante, o velho lhe acusa de parricida, cena que é seguida pela prostração do monge Zósima aos pés de Dimitri, dizendo: “Perdoem, perdoem todos!”, ato que surpreende a todos, em especial Aliocha. A significação deste ato escapa aos presentes, mas não à análise que dela faz Sigmund Freud, em 1928. Outro ponto DOSTOIÉVSKI E O PARRICÍDIO (1995) a destacar na obra e que merecerá o comentário de Freud é o capítulo X, Livro XII, IV Parte, intitulado “A defesa. Uma arma de dois gumes”, em que o representante da defesa, no tribunal movido contra Dimítri, afirma ser a psicologia, embora notável como ciência, uma arma de dois gumes, ou seja, pode-se utilizá-la tanto para a acusação quanto para a defesa. Em capítulos seguintes, Dostoiévski irá buscar argumentos para defender o acusado, lembrando, por exemplo, que o amor a um pai somente pode existir na medida em que o filho conhecer este amor, de início. No romance, aquele que se supõe filho bastardo do velho Fiódorovitch, Smerdiákov, é quem realiza o ato de parricídio, mas a imputação de culpa atinge Ivan, que se crê o instigador mental do assassínio.

IDEIAS EM MIÚDOS



Martin Heidegger - Humano, demasiado humano (1999) - Série "Humano, demasiado humano", produzida pela BBC.

Documentário que faz uma simulação dos fatos mais destacados da vida do filósofo (como, por exemplo, sua relação com Edmund Husserl e Hannah Arendt) e de alguns aspectos de seu pensamento. A maior parte do documentário está dedicada a explorar os vínculos entre Heidegger e o nazismo, apresentando diferentes argumentos sobre suas possíveis causas. O capítulo reúne testemunhos de intelectuais reconhecidos como Richard Rorty, George Steiner e Hans-Georg Gadamer, dentre outros. 


Fica a dica

http://www.youtube.com/watch?v=ZtlUgz110eE

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jusnaturalismo e contrato social



"Jusnaturalismo é a teoria do direito natural configurada nos séculos XVII e XVIII a partir de Hugo Grócio (1583 - 1645), também representada por Hobbes (1588 - 1679) e por Pufendorf (1632 - 1694). Essa doutrina, cujos defensores formam um grande contingente de autores dedicados às ciências políticas, serviu de fundamento à reivindicação das duas conquistas fundamentais do mundo moderno no campo político: o princípio da tolerância religiosa e o da limitação dos poderes do Estado. Desses princípios nasceu de fato o Estado liberal moderno. O Jusnaturalismo distingue-se da teoria tradicional do direito natural por não considerar que o direito natural represente a participação humana numa ordem universal perfeita, que seria Deus (como os estóicos julgavam) ou viria de Deus (como julgaram os escritores medievais), mas que ele é a regulamentação necessária das relações humanas, a que se chega através da razão, sendo, pois, independente da vontade de Deus. Assim, o Jusnaturalismo representa, no campo moral e político, reivindicação da autonomia da razão que o cartesianismo afirmava no campo filosófico e científico." (Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia).

    O liberalismo, no início da modernidade, é o correlato, na política, do individualismo e do subjetivismo na teoria do conhecimento. A concepção da existência de direitos naturais ao homem corresponde do ponto de visa epistemológico à concepção de ideia inatas e de faculdades da mente que tornam possível o conhecimento. A valorização da livre iniciativa e da liberdade individual no campo da política e da economia equivale no campo do conhecimento à valorização da experiência individual, tanto intelectual (racionalismo) quanto sensível (empirismo).

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dicas para incentivar o seu filho a ler



Dar oportunidade para uma criança conhecer o mundo encantado dos livros é um dos papéis fundamentais dos pais, seja através dos clássicos infantis, contos, lendas, anedotas, quadrinhos, dentre vários outros.

Para o arte-educador Mauricio Leite, criador do Projeto Mala de Leitura (dedicado a levar livros e histórias para crianças de aldeias remotas em países de língua portuguesa) os pais devem, em casa, se esforçar para formar filhos leitores – e não simplesmente delegar à escola essa responsabilidade. “A criança e o jovem passam mais tempo em casa, nas férias, fim de semana e nos horários que não são das aulas”. Existe um ingrediente importante nesta empreitada: seja qual for a iniciativa em casa, tem de ser de um jeito muito leve. Tem que inspirar o prazer.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros?  Pequenas ações podem fazer a diferença. 

Leia a seguir algumas dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:

. Respeite o ritmo do seu filho

. Siga o gosto do seu filho

. Faça passeios que tragam a leitura para o cotidiano

. Incentive a leitura antes de dormir

. Improvise representações dos livros

. Ajude-o a ler melhor

. Não pare de ler para ele

. Frequente livrarias e bibliotecas 



Por Claudio Castoriadis




Fonte
http://educador.brasilescola.com/
Sobre o Autor:
Claudio Castoriaids Claudio Castoriadis é Professor e blogueiro. Formado em Filosofia pela UERN. Criador do [ Blog Claudio Castoriadis ] Tem se destacado como crítico literário.Seu interesse é passar o máximo de conhecimento acerca da cultura >

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